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Abr 18

     Sempre que posso leio V.P.V. Gosto da capacidade sintética e analítica do homem de Oxford. De apanhar as coisas pelo ar e transforma-las em verdade. Bem verdades inquestionáveis. Tirando assomos, leio o V.P.V., como mastigo o .M.E.C. Gosto de mastiga-los a ambos.  Atirar pedras à vontade. Gosto de ler intelectuais às direitas.

Viva António Ferro!

     

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Esta sexta-feira com a crónica do jornal Público, ri . Mais sorriso, convenha. Tal uma peneira a querer tapar sol. A direita intelectual portuguesa em papos-de-aranha, para usar terminologia, coisa que, convenhamos, o intelectual de direita não tem pudor algum em recorrer.

Contava, com estes olhos, VPV, esfalfando o desancar nos "intelectuais de esquerda", grupo identificado muito razoávelmente de forma míope. Ou assomo, disfarçado, de certo pudor. Sentimento muito pouco V.P.V. Faça-se um esforço e imagine Você, V.P.V, a ter pequeno assomo de pudor. Ora, os, as os arquétipos de tipos, que antigamente se viam por aí, com livros debaixo do braço, barbas talvez, enfronhados em tertúlias, bem engendradas, sentados nuns cafés, onde tudo se discute e se coloca em causa. Bando de lamurientos, reproduzindo lamurias numas quantas páginas espalhadas na internet e pouco mais. Uns tipos, por sinal, já muito pouco utópicos. Mas o sorriso despertou quando ao longo de meia dúzia de linhas VPV pede - de joelhos , quer dizer ele aconselha, eu é que me pareceu vê-lo nessa posição - aos partidos do situacionismo, mais à esquerda - no caso explícito o P.C.P e o B.E. - a promover uma espécie de Maria da Fonte versão 2010. Pareceu-me, juro que me pareceu, distinguir alusões, embora veladas, a um apelo a que recorram a umas boas manifs "à la Prec", quiça uma "invasãzinha" do Parlamento com uma noitada de sequestro, ajudando assim a correr com os intelectuais de direita que por aí lhe andam a enfernizar-lhe a vida. Segundo V.P.V., a direita portuguesa está de cócoras. Gostei desta. Foi do que mais gostei. Estando o país no estado lastimável em que se encontra venham de lá esses intelectuais de esquerda novamente, com as suas utopias para ver se mexe.  Avancem com as Carbonárias, parece querer dizer. mas não diz, Ide para o Maneta. Apetece-me citar o outro Vasco, num tempo em que nem todos os Vascos eram Santanas, Ò Vasco...chapéus à muitos.

publicado por carlosfreitas às 02:48

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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