24
Ago 12

 

 

"Metade da minha Alma é feita de maresia"

 Eduardo Varela Pécurto.

CAE. Figueira da Foz, de 1 de Agosto a 2 de Setembro. Entrada gratuita.

publicado por carlosfreitas às 20:32

02
Mai 10

 

Imaginem o espanto pessoal quando por estes dias dou com esta situação numa velha estrada rural. Uma carroça, carregada de palha, toma a ousadia de ultrapassar o pequeno tractor, como se pode observar. A leitura do real transposta para a realidade dos dias que correm pode ser deliciosa. Imaginem a carroça que, por acaso é puxada por um burro, ser puxada por um coelho e, a palha, servir como ideologia. O pequeno tractor ser o partido no poder, a quem, até uma  velha carroça, puxada a burro, consegue ultrapassar. Nos dias que correm já tudo é possível. Até o impensável.

publicado por carlosfreitas às 18:26

26
Jan 10

um rapaz que andava sempre com a máquina fotográfica à tiracolo.  Um dia a máquina disparou assim. Se perguntarem porque é que foi esta a foto escolhida para documentar a primeira mostra  do fotógrafo figueirense na sua cidade a resposta é simples: a fotografia é o retrato da vida que nasce do olhar do fotográfo.Sem preconceitos.

 

                           Olhares de  Pedro Cruz

Assim, se quiserem começar a seguir a sua história o Pedro Cruz mostra aqui parte do seu trabalho. Como diz o Fernando Campos, para ver sem pressa.

publicado por carlosfreitas às 14:18

29
Set 07

Portugal, Valverde, 23/03/2002.

Hoje é um daqueles dias em que não me apetece mesmo nada saber das últimas do P.S.D. (tirando hoje, é assim quase todos os dias). Ainda agora passei pelo Abrupto, e fiquei a pensar sobre o porquê de o P.P. ter colocado o simbolo do partido de pernas para o ar... Quer dizer sei, mas não digo. Não temos pretensões a voltar a colocar direito seja lá que simbolo for... pelos vistos teremos novo partido, os ventos correm de Espanha...! Não seria a primeira vez que os dois países se influenciariam mútuamente O dia esteve assim para o chuviscoso. Ajudou a abrir o armário e a encontrar agasalho mais propício. Mas o assunto que me traz por aqui hoje é mais interessante. Sociológicamente e antropológicamente muito mais interessante. Outras formas de ver e olhar, as gentes que nos preenchem. Que ainda nos preenchem. Nossas. Somos assim. Somos Nós. Esta visão de nós, transportada pelos Corvos e Caravelas, que aportaram à nossa ilha e nos guiaram para além da espuma dos dias, na sua descoberta. Resumindo, Bert Teunissen, é um fotografo holandês, nascido em 1959. A luz e beleza das suas imagens, mostram gestos, solidões e gentes de forma desnudada. Vestígios de um outro tempo, que ainda permanece. Domestic Landscapes é um projecto, que percorreu vários países europeus, nos quais Teunissen, fotografou a gente comum, no seu quotidiano comum. Um retrato antropológico e iconográfico. Um olhar que interessa igualmente ao historiador. Vidas pressionadas pela aceleração e avanço da modernização. Como afirma, lugares e gentes onde habita uma luz que já quase não se vê. Fotografou a vida comum de gente comum. Pode parecer um pleonasmo, mas não é. Olhe-se para elas. Descubra-se que, entre outros sinais, por comparação, se não fossem as suas legendas estas não revelam especiais distinções como as que estamos habituados a reconhecer-mo-nos. Em relação e na relação com o outro. Algumas das características que julgamos nossas diluem-se. Embora possamos reconhecer imediatamente uma ou outra. O olhar estrangeiro (o que será isso hoje, na Europa?) pode surpreender o autóctone.

Por cá, parte do trabalho deste fotógrafo holandês, esteve exposto no Museu da Imagem em Braga, até 12 deste mês.

publicado por carlosfreitas às 13:15

Carlos Freitas Almeida Nunes
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