20
Mar 10

Uma barricada divide normalmente dois lados em contenda ou em discordância. Sou frontalmente contra a impossibilidade de manifestação, sou frontalmente contra a proibição da possibilidade. Compreendo também as técnicas e os conceitos do teatro de marionetas normalmente utilizados para denegrir, confundir, contra-informar. São técnicas usadas pelos dois lados de uma barricada. Sou frontalmente contra qualquer tipo de manipulação. Por isso estou contra estes argumentos. Datados, preconceituosos e mentirosos. Estafados. A enorme mixórdia de conceitos que encontro obrigam-me a escrever que desejo uma Cuba de novo livre. Para decidir, embora saibamos que as todas as decisões podem ser manipuladas. Mesmo sabendo isso.

publicado por carlosfreitas às 16:04
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03
Jan 09

 

 

 

50 anos depois a Revolução Cubana continua imersa nos seus próprios paradoxos. Como em qualquer regime os paradoxos cubanos apenas diferem na perspectiva. Prefiro um bom paradoxo a consensos podres. E, em Cuba, resiste-se. Seja qual for a perspectiva. A Revolução Cubana já foi. Até a democracia já teve melhores dias, como sabemos. Depende das perspectivas e das expectativas.

publicado por carlosfreitas às 12:09
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03
Ago 07

Particularíssimo país este, pelas gentes, pelo regime político que governa a ilha. Sociedade de ícones e de tragédia. De vozes contra e a favor, reprimidas umas, litúrgicas outras. De meias palavras, nas quais se descobre o sentido inteiro. Como em qualquer outra sociedade ou em qualquer outro regime político. Tendo estado a olhar para esta revelação sobre a manipulação, que, acima de uma qualquer critica ao filme em si mesmo, enquanto objecto cinematográfico, foi o que mais me interessou nele entender, deparei esta noite com mais uma história, esta jornalística, contada em Hasta Cuando? na Rtp1, em mais um exercício sobre as realidades já conhecidas desta Cuba, que nos atravessa os dias. Sem mais, nem menos. Cuba, é o que foi mostrado, mas é também muito mais que o mostrado. Basta entender-se as entrelinhas da manipulação e da contra-informação, encenada sob as infinitas possibilidades que nos proporcionam todos os ângulos possíveis que um olhar contemporâneo sobre esta Cuba, pode permitir. No fim ressalta a sensação de que os deserdados são sempre os títeres de todas as manipulações e encenações. De todas as revoluções e de todos os regimes. Incluíndo os jornalistas portugueses, que já levavam um guião estafado e estudado.
publicado por carlosfreitas às 00:16
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Carlos Freitas Almeida Nunes
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