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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

13.Mai.10

O país onde o carnaval é eterno

 

O demagogo responde a uma pergunta sobre o aumento do I.V.A. sobre os bens essenciais, contrapondo se achavam bem que um determinado refrigerante americano pagasse o mesmo I.V.A. que produtos como o pão, o leite, etc.? Por isso, senão acha bem, passam todos a pagar a mesma carga de imposto e assim passam todos a serem  taxadas a 7%. Ora estou para saber quem é colocou o refrigerante americano ao nível dos produtos essenciais. Quase que adivinho que não foi o cidadão vulgar. Deve ter sido alguém com poder para o fazer. E a grande companhia americana deve ter agradecido, de que forma é que não sei. Mas que este tipo de benesses costuma ter um preço, quase de certeza. Ora, o demagogo, utiliza o argumento como justificação para o aumento dos restantes produtos, quando bastava, por exemplo, taxar o refrigerante americano como bebida de luxo e deixar os outros produtos à taxa anterior.

Por outro lado convém avisar o demagogo que a baixa de 5% no salário dos políticos e gestores é uma medida da mais pura demagogia, pois ao ser referida como exemplo do sacrifício distribuído por todos, deixa muita gente estupefacta com tão bondoso acto.  Reiterando que a medida é meramente simbólica, quando o país, na realidade não precisa de símbolos, antes de exemplos fortes. Porque não 25% ou 30% ? Será porque, neste país, o carnaval também é eterno ?

Adenda: Assunto ainda hoje (15 de Maio) referido por antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que confirma a intuição por mim defendida: "deveria ter optado por retirar alguns productos não essenciais da lista de bens sujeitos a esta taxa reduzida. E alerta para um possível aumento da economia paralela, fenómeno que geralmente se acentua com a subida dos impostos."

É referido um dos grandes factores da economia, para além daquele que é constituído  pelos capitais desviados, com conivência dos governos, para os chamados "paraísos fiscais" - a economia paralela, que normalmente não conta no computo geral do "economês", referida raramente, montra da incapacidade do Estado no controle e supervisão da actividade financeira.

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