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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

03.Nov.09

Maças podres

No tempo em que os animais falavam eu e os putos da minha rua tinhamos por costume nas horas mais travessas cantar o hino nacional trocando as voltas à letra do hino - não por desrespeito, mas por pura galhofa infantil, sendo, como era, obrigatório cantar-se o hino por "dá cá aquela palha". Era a fórmula encontrada para memorizar o hino. Repeti-lo até à exaustão. Assim o hino, nas nossas brincadeiras, travestia-se:

Heróis do mar, maças podres...

No tempo em que o pessoal das maças podres chegou ao poder - democrático - recentemente, estes mandaram uns amigos invadir a blogosesfera com blocos noticiosos com as suas idiossincrasias próprias. Entretanto estes acabaram. Mas ficou o bichinho. E agora assobiam para o lado. Apenas escrevem sobre assuntos muito importantes. Tenho tido a paciência de os ler e reflectir sobre o que escrevem. E vou continuar. Porque eles sabem que estes assuntos são pouco importantes. Até que os animais voltem a falar. Um dia destes voltam a falar.

Ou então o hino continua o mesmo.