2008. Cristalização do caos
Antecipando antes que estas se tornem rotina a avassalar o fim próximo de mais um ano na comunicação social e não só, verto, para o papel virtual, alguns dos acontecimentos que marcaram o meu quotidiano durante 2008. Resumirei o assunto a apenas dois ou três acontecimentos de aspecto político, alguns livros e uma outra referência avulsas sobre outros aspectos de índole cultural. Tentando ser sintético e objectivo. Não assinalo a crise bolsista, muito menos o lixo tóxico que esta colocou a boiar nas relações económicas entre os vários mundos que coexistem que será constatnte de muitas análises. Capitalismos à parte, sejam estes de Estado ou de mercado, (no fundo vem tudo a dar na mesmíssima coisa) a eleição e o resultado das eleições para a Presidência norte-americana marcou o meu ano político. Nem o 26 de Novembro (e não o "11 de Setembro" Indiano, como por aí vi referido) na antiga Bombaim, embora as vítimas inocentes, teve o poder de mudar esta escolha. Não penso, por isso, que relativizar o acontecido seja concordar com a banalização destes comportamentos. Estreito o leque a que me propus relevo o importante do ponto de vista pessoal. Por outro lado, mais por razões do coração, que racionais, inexplicável por isso, não deixo de referir a situação social e política timorense, a tender para a aparente normalização, após os ataques perpetrados contra o actual Presidente da República. Na frente interna a questão resolve-se de uma penada. Embora o "sururu" sobre a questão bancária e as nuances nela envolvidas (uma vez mais a economia a comandar), que se perpetuarão pelo ano que se segue no calendário, daí a sua exclusão neste almanaque pessoal sobre acontecimentos marcantes ou relevantes portugueses. A questão que releva do ano político interno cinge-se aqui à conclusão (pessoalíssima, como não poderia deixar de ser) sobre o desempenho do actual Presidente da República Portuguesa. Titubeante nos assuntos internos mais problemáticos, demasiado objectiva nos assuntos internos colaterais. Resumidamente a análise do desempenho da mais alta figura da hierarquia do Estado tende para uma análise negativa da sua prestação política no decurso do ano, tendo em conta o currículo da personalidade que dirige os destinos da Presidência da República Portuguesa.
(continua, nos próximos capítulos)