17
Abr 08

 

 

comemorar o que já não existe. Também nunca se acreditou demasiado no que quer que fosse.

publicado por carlosfreitas às 19:35

15
Abr 08

Donde estou vejo hortas, onde verdejam couves, alinhadas em filas ditas indianas (nunca entendi o sentido do termo "fila indiana", poderia explicar porquê, mas não convêm estar para aqui a perorar sobre tamanha imensidão), a auto-estrada , que nos leva para o mundo, sim porque todas as auto-estradas estão ligadas entre si, como já devem ter reparado. E a auto-estrada neste ponto  preciso convive com couves. Não me perguntem porquê. Mas assim é. Adiante que o mundo faz-se de dúvidas e caminhos ínvios . Tinha hoje resolvido tirar o chapéu, no sentido do termo, a um blogue que faz parte da minha blogosférica existência desde o primeiro bit,  o  REGABOFE, (poderia igualmente tentar explicar este facto, penso, contudo, que ninguém me iria compreender, sendo coisa intima não interessa semear ao vento particulares razões sobre a  excelência de desvarios excelentíssimos que nele existem). Leiam-nos se a isso vos predispuserdes . Pedindo desculpa  por  aqui utilizar o termo, pois ele a isso se presta, para definir  um denominado "périplo turístico" ao arquipélago da Madeira. Quanto ao referido assunto estou numa espécie de internamento, loucos e furiosos, segundo soube é seu pouso. Muito obrigado pela atenção que por aí lhe anda dispensada.

publicado por carlosfreitas às 12:02

14
Abr 08

 

Por acaso alguém poderá indicar a este errático viajante onde fica o DARFUR?

publicado por carlosfreitas às 00:12
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12
Abr 08

Por natureza sou pessoa reservada, tímida. Embora não pareça, utilizo a defesa dos tímidos. Mas a esta não posso fugir. Em jeito de comentário ordinário, normal, comum, vulgar. Coisa supérflua por aqui. Mas cá vai.  Estando esta tarde numa grande superfície local, depois de algumas horas de abstinência tabagista dirigi-me a um WC, onde entrei num daqueles compartimentos com porta, que fechei. Puxei de um cigarro, acendi-o e calmamente fumei, em pé, dentro do cubículo, um inocente cigarro. Os ruídos esses eram os habituais, águas correntes, secadores de mão a funcionarem na conveniência dos que mais a preceito levam o conceito de higiene e eu, ali, fechado, a fumar o meu cigarro. Pensava comigo que o cheiro, esse seria facilmente detectado. Mas misturado com outros odores a coisa até passaria mais ou menos despercebida. Não me preocupei mais com o facto. Acabada a missão, puxado o autoclismo, fiquei a ver a ponta do cigarro a remexer-se, a remexer-se e a manter-se à tona da água sem seguir o caminho para o qual aquela a deveria ter levado. Paciência de beata. Preparei-me para sair. Abri a porta e deparo-me com um segurança, que com cara de poucos amigos, dispara: - "O senhor não sabe que é proibido fumar aqui?"  Espantado com a prontidão olfactiva da segurança, disparei eu, logo de seguida: - "Desculpe amigo, mas fumar e cagar são coisas que nem o Sócrates me consegue privar."  O homem ficou ali a olhar, sem saber que resposta dar. Lavei as mãos, sequei-as e fui à minha vida. Mantenham-se calmos e nunca, mas nunca, se esqueçam de lavar as mãos. Dai que o Blog a partir de hoje tenha passado a dizer Piaçaba também.

A foto foi picada aqui.

publicado por carlosfreitas às 23:21
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Testemunho de Yu Zhang
via Amnistia Internacional
publicado por carlosfreitas às 10:31

10
Abr 08
 
publicado por carlosfreitas às 03:03

09
Abr 08

Allen Gomes

Citando André Malraux As Antimemórias (1967) num diálogo com um capelão:

"-Há quanto tempo confessa?

-Há uns quinze anos.

-Que lhe ensinou a confissão a respeito dos Homens?

-Sabe, a confissão não ensina nada. Porque quando se confessa somos outro, há a graça. E contudo...olhe, em primeiro lugar as pessoas são muito mais infelizes do que se imagina.

Ergueu os braços para o céu saturado de estrelas: 'E depois o que se fica a saber é que não há grandes pessoas.' "

in Máxima, Maio de 2008, p.134 .

 

publicado por carlosfreitas às 23:45

 

 

"Como trazíamos dinheirinho fresco, eram quinze dias regaladíssimos! Ia-se para o melhor hotel, que era então o do Reis, à borda do rio, passavam-se os dias nos cafés, ia-se à caça ou à pesca uma vez por outra; namorava-se à grande, de dia e de noite; faziam-se burricadas monstros até Buarcos; lá vinha às vezes o seu piquenique; botava-se crónica em algum jornal(1)- e de manhã,na praia, era uma arruaça por entre aquelas  barracas!"

Coelho, Trindade, In Illo Tempore, Lisboa, Europa_América, (s.d.), p. 39.

(1) Lembro-me que a minha primeira crónica foi escrita na Figueira para o Diário Ilustrado...

Foto: Guia official dos caminhos de ferro de Portugal, Lisboa, prop. Mendonça e Costa & Amaral, exemplar de 1913, http://purl.pt/276


08
Abr 08

 

Continuando a corrente, sim porque esta é para mim uma corrente, donde apenas somos mera gota até chegarmos ao oceano, elo de ampliação, proveniente das profundezas d' A Terceira Noite a outra Cuba,  na  escrita de Yoani Sánchez

publicado por carlosfreitas às 23:20

 

 

 

 

"Há certo esquerdismo farisaico à volta dos lucros da banca. Confesso que, embora a minha formação seja de esquerda, o que me preocupa e assusta verdadeiramente é a que a banca não tenha lucros", afirmou Carlos César.

Falando em farisaísmo esquerdóide o  problema meu caro senhor não está nos lucros obtidos, está nas fórmulas utilizadas para alcançar esses lucros. E desculpe-me que lhe pergunte mas os denominados paraisos fiscais foi invenção de algum dos Césares Augustos  que o antecederam na vetusta civilização romana em que parece viver? Já agora podia explicar para que servem? Para um individuo que se diz de formação de esquerda, farisaica acrescento eu, o lucro é aquilo que eu não consigo roubar ao banco, mas que o banco, com a complacência de um Estado, me consegue roubar a mim, porque o domina. Entendidos. Assim mais uma vez a César o que é de César, ou seja mais um em bicos de pés para ver se alguém lhe dá algum pela sua existência. Registo de mais uma esquerda a modos que a fugir para a palermodiálise. A mim o que me assusta é que me venham falar de esquerda, com uma pala no olho esquerdo. Vicíos.

publicado por carlosfreitas às 22:43

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