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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

15.Fev.08

Há que ter muita ...muita paciência

 

 

Ó mãe, no teu tempo já havia futebol?

(Grande sacana, penso eu, enquanto respondo)
Sim, claro, há futebol há muitos anos. 
E já havia Benfica e os outros?
Sim filho.  Pois....
Mas a televisão era a preto e branco, não era mãe?
Era filho.
Então como é que distinguiam uns dos outros, quando viam os jogos na televisão?


 

A meio da tarde, no intervalo de coisas mais importantes, a navegar por ai descobri esta preciosidade vinda dos donos da casa .

15.Fev.08

Um Rio a correr para o mar

Bem visível se começa a tornar a realidade de que a "blogoesfera" pode igualmente servir para aumentar o conhecimento e a difundir informação histórica a que muito poucos se dedicam: mostrar o que por porfiado esforço pesquisam e procuram sobre os seus locais de vivência. Trabalho custoso, embora em nada o seja quando nasce de uma paixão, que vai sendo aqui e ali muito merecidamente reconhecido. Quando isso acontece e basta que o seja localmente para que tenha valido a pena. Enriquecemo-nos a nós próprios e enriquecemos os locais onde habitamos. Acção que aumenta igualmente a riqueza da historiografia local, pois a disponibilização de muita desta recolha na internet é uma mais valia que lenta, mas inexoravelmente, irá acontecer para bem das comunidades locais. Sabemos que o fruto desse trabalho não é ressarcido materialmente, embora quem saiba esteja aqui uma porta para o futuro. Quem pode saber. De parabéns está o Rio das Maças do meu amigo "virtual" Pedro Macieira.

 

A informação chegou via Trans-Atlântico, que eu cheguei atrasado ao cais, por isso aqui fica a referência mais que justa do labor de um Rio que, cheio de Maças, corre para o mar.

15.Fev.08

Do Estado das Dúvidas

Nem de propósito estava eu entre resfriados e potes de mel de abelhas quando da Aldeia Olímpica surgem dúvidas acerca do que se passa.

Resolvi escrever ao meu Caro confrade blogueiro o que se segue:
Pergunto eu então, para fugir ao centrão e à bifurcação da nossa vida política em dois partidos idênticos e iguais, em quem votar? Provavelmente a consulta perguntou assim: "entre estes dois em qual votaria?". A resposta parece-me óbvia, por muito mal que do partido do governo possa vir, será sempre preferível ao que possa advir da concorrência. Assim vai o lamentável equívoco da nossa democracia que tende a afunilar o seu sistema partidário. Para melhor dominar. Entre um partido único ou dois partidos únicos a diferença parece-me pouca. A mim. Como sabe as perguntas enviesadas das sondagens de opinião pública são claramente tendenciosas e o povão , embora não goste, prefere a côdea ao pão do dia. Um partido do governo é sempre algo que se pode maquilhar e voltar a vender de novo, basta mudar os rostos e as ideias, eles têm correntes de opinião que lhes asseguram a perpetuação. Dai o ignaro perante perguntas descabidas responder de forma cabal. Estaremos nisto até que de novo surjam as galés e nos acorrentem de novo aos remos. Algo de tão infinito que parece impossível ultrapassar. Embora o pareça, não é. Agora pergunto eu, que não me admiro com tais resultados, donde virá pois a libertação para os escravos? Sabendo que todos os seus direitos foram árduamente conquistados e que deixando-os hoje fugir, como se deles não fossem donos, sentindo-se muitos até culpados por serem possuidores de algo que lhes não pertence, que lhes dizer? Que precisam de ter memória, porque o correr dos dias, sendo movimento perpétuo, não é único sentido da vida. A sabedoria necessária para preservar o que outros de forma tão árdua alcançaram não se compadece com a aflitiva espuma dos dias com que hoje nos querem pintar os dias. Os direitos que os escravos alcançaram ao serem hoje, e de novo, a história repete-se, embora exista quem diga que não, considerados como passíveis de serem alienados pelos que se julgam os seus donos, terá de trazer para a ribalta gente que desafie o "status" e lhes renegue o direito a retirar o que até hoje os escravos adquiriram. Nada nos foi dado, tudo foi conquistado como sabe. Muitos ficaram pelo caminho, uns decapitados, outros mortos, se isso foi preciso. É preciso lembrar que não foi em vão que muitos se levantaram. Mas quem hoje quer disto saber? As alternativas ainda me parecem, embora a si julgo que não, muito e demasiado titubeantes. Pintemos a questão de verde, se é que me entende. Enquanto existir um sopro de vida  procure-se ajudar a mudar as mentalidades. Um abraço e até à próxima caro Confrade.

A foto obviamente pertence ao álbum "Animals" dos Ping Floyd . Mas como pode não parecer óbvio, aqui fica o reparo.