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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

07.Fev.08

Dos pássaros em Coimbra

Coimbra podia orgulhar-se de ter o seu "Rouxinol do Mondego". Seu nome António Menano. Foi igualmente terra dos "Pardalitos do Choupal". Hoje vegetam por aí umas gaivotas figueirenses na leito do rio e alguns passarões, um de cada um dos lados da margem do rio. Cada um mais altivo que o outro. Um habita ali para os lados da velha Praça de Sansão, o outro acolheu-se na denominada fonte de inês de castro. Velha e triste sina a desta cidade sempre envolta nas roupagens medievais de mitos criados e recriados ao sabor do seu provincianismo bacoco. E os pássaros por aqui que bem cantam. É pelo cantar, que o ornitólogo conhece os pássaro.



Ora parece que a questão dos descontentes afronta o melro na sua quinta, que são coisas da Sociedade em geral, que deviam ser assuntos da Sociedade em geral e não assuntos de comentários adivinhatórios, que bem vistas as coisas parece mais assunto de professor karamba, que de melro. Mas o melro de Coimbra piou, do alto do seu galho. Como em Coimbra, só valem rouxinóis e pardalitos pensamos que não vale a pena sublinhar aquele "acudam..acudam...que está para chegar a Maria da Fonte, outra vez!". Há que acalmar os pássaros. Não estamos dispostos a ir atrás de assobios. Cantava o pássaro na Lapa a propósito do ditos do mais recente homem do colar, que, por sinal, também tem morada por cá. Sosseguemos o aflito, escrevia Adriano Moreira a propósito de outros pássaros e seus cantares que "o ciclo vicioso é evidente. Os intereses dominantes alimentam a informação, e nesta se baseiam as decisões dos intereses dominantes" ! Ora, que se saiba Adriano Moreira não é representante da Maria da Fonte, nem coisa que se pareça. Provavelmente estava atento quando escreveu o que escreveu. Agora descontente não, apenas lúcido. A cada um o seu descontentamento e a sua lucidez. Assim para que os pássaros em Coimbra continuem todas as tardes a pousar nas árvores do Largo da Portagem ao final do dia, passamos a explicar esta súbita antecipação de um futuro presidenciável: a luta de "bonzos" contra os "canhotos" não é luta de melros. Sendo assim visionemos esta outra luta bem mais de acordo com a época: