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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

04.Nov.07

Que caminhos para a História?


História da Cidadania de Jaime Pinsky e Carla Bassanezi (orgs.), São Paulo, Contexto, 2003.
Porque intelectualmente de acordo, copio e colo: "a reacção por parte dos vultos mais sonantes ligados à escrita e ensino da História nas Universidades tem sido a mais débil possível. E quase sempre numa perspectiva de defesa e nunca de afirmação pela positiva. As razões são evidentes: alguns preferem lutar em outras arenas, usando a História de forma instrumental ao serviço de estratégias pessoais de poder, apenas como pretexto e recurso para a sua retórica; outros, remetem-se a uma posição defensiva, percepcionando a aspereza dos tempos e preferindo garantir uma posição segura, dentro das suas possibilidades, do que erguer-se e fazer notar demasiado a sua voz, em especial se for dissonante."
Em casa de cinco, três são licenciados em História. Sendo o mais velho, fui o último a fazê-lo. A trabalhar e a estudar, ou seja, como trabalhador-estudante aos quarenta anos. A razão para tantos licenciados em história por metro quadrado na família deve-se ao pai. Nunca precisei do curso de História para ter um trabalho, um emprego, o que vos aprouver. O facto de ser licenciado não me trouxe nenhum benefício económico. A História forneceu-me algo muito mais importante, uma nova perspectiva do mundo e dos outros, quer como cidadão e ser humano. Disso tenho a certeza. Devo grande parte dessa evolução ao que intui e aprendi durante a frequência do curso de História na Faculdade de Letras da U. C., no contacto e na aprendizagem ao longo dos quatro anos de duração do curso então ministrado. Com disciplinas anuais. Bolonha chegaria já eu tinha o curso terminado.
O que Paulo Guinote escreve em O Fim da Memória e o desejo do Homem Novo reflecte, em grande parte, o estado da questão. Sobretudo entre os professores de História. Os actuais condicionamentos que afectam o ensino da História no ensino básico e secundário são opções políticas. É contra essas que manifesto o meu mais veemente repúdio. Que fazer à História na Universidade se esta deixar de existir nos níveis inferiores de estudo? Responda-me quem souber.

04.Nov.07

Valeu a pena ficar em casa ontem à noite!


Jour de Fête, 1948, Jacques Tati.
O Cartaz surripiado por aqui


Como anda por aí muita "zaragatana" por causas cinéfilas. Pseudo cinéfilas quero dizer. Pseudo cineastas quero eu dizer. Pseudo.
Mas como dizia ontem à noite valeu a pena ficar em casa. Porquê? Por dois motivos. Embora o motivo seja este! O outro não é menos importante! Ora, um seguido do outro as noites parecem dias. Ou o contrário? Realmente a "noite americana" só poderia ter sido inventada na América. Agora um carteiro assim só poderia sair da verve, da imaginação desse sublime Jacques Tati. Irritado com a velocidade que os americanos no pós-guerra queriam imprimir ao mundo! Obviamente para quem gosta. Só mesmo para quem gosta. Quem não gosta sempre pode ir ver o pseudo cinema que por aí "zaragantana" num cinema perto de si. Foge...