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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

19.Out.07

falsificação e história


Uma vez por outra de volta à história. O que a história ensina, não se repete por aí. É pena e grave. Quando jornalistas desatam a fazer coisas destas, interessa entender o porquê da falsificação. A falsificação é também ela um assunto de historiadores. O caso relatado, nada que uma Aspirina B não resolva, é sintomático. Mas quem é que quer saber disto?? Ainda teremos longo caminho a percorrer para chegarmos a este ponto.
18.Out.07

...

O Adriano continua aqui ao lado, até um dia destes. Apesar das colagens. De regressos nostálgicos. Das datas evocativas. Apesar de tudo. Não é a voz. Não são as palavras. É a pessoa. O resto não me interessa. Apenas a pessoa, a voz e as palavras. O resto não me interessa. As colagens. A apropriação. A nostalgia. As imagens. As noites estão já frias. E a pessoa?
18.Out.07

da flexibilidade e segurança das cordas



Lia à tempos que, tal como as empresas do capitalismo selvagem, o ser humano deve de certo modo e por força da centrifugação imposta pela globalização aprender a viver na corda bamba. Quer por força do risco, que as inter-relações implicam, quer por uma imposição maioritáriamante dirigida pelos governos, orientados e dirigidos por políticas empresariais cada vez mais agressivas. A corda bamba, na qual vivem as empresas do capitalismo selvagem estão a ser transferidas e impostas à sociedade. Esta, por sua vez, aceitando este jogo, transforma-se paulatinamente num conjunto de equilibristas (Orwell chamar-lhe-ia uma vara). Mas penso que ninguém, nem nenhum de nós está a aprender, na realidade a difícil e nobre arte do equilibrismo. O que nos ocupa cada vez mais é a difícil arte de esticar a corda. Obrigados a flexibiliza-la, a segura-la. Apenas um senão. Estas não são cordas que tenhamos sobre os pés. Estas afagam-nos delicadamente o pescoço, o dia-a-dia. Cada vez mais. Estamos a transformar-mo-nos em malabaristas da sobrevivência. Andamos já por cima do abismo.
15.Out.07

O filho Pródigo

Extracto de Rembrandt, The Hermitage, St. Petersburg
"Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti;já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados.Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés.Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa.Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa."