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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

24.Out.07

Tenham um bom dia


Se isto não é um país à beira da falência técnica é o quê?
Agora entendo porque é que não é possível (de acordo com a lei) comprar a vacina do HPV a prestações suaves. Ora ora! Já retirei a confiança política aos políticos que nos governam durante os últimos 20 anos à um ror de tempo. Afinal Santana ao "varrer" os barrosistas das direcções (o que eu até acho muito bem!) não fez mais do mesmo que outros praticam. Embora não seja isso que se diga. Politicamente correcto é dizer o contrário do que se faz. O "circo de feras" está bem frequentado. Kitsch! Muito kitsch! E cuidadinho com as greves! É que «Todos os mecanismos disponíveis podem ser accionados a qualquer momento». Já agora o novo aeroporto ficará situado onde???? Anda gente a mais a frequentar o "Second Life". Um mundo onde até as micro-nações são governadas por imperadores ou monarcas! Vá-se lá entender estes romanos. A vida virtual parece menos insuportável. Mas gira em torno das mesmas imbecilidades que nos rodeiam na realidade. Acordem! Como terá dito alguém!
24.Out.07

URGENTE: Venda-se a crédito doses de bom senso.

Num país onde o apelo ao consumo atinge já as raias do absurdo, país no qual o bombardeamento das empresas de crédito é pelos vistos permitido legalmente, o absurdo chega através da posição do Infarmed sobre a venda a crédito de um determinado medicamento, praticado por uma determinada farmácia. Ora, quando nem comparticipação estatal existe para o medicamento em causa, o motivo apresentado é absurdamente estúpido. De tão estúpido que nem se compreende como é que a única posição do órgão estatal que regula o sector surge escudada pela lei, que pelos vistos condicionará a prática da venda a crédito de medicamentos pelas farmácias. Pergunto a mim mesmo qual é a diferença entre vender a crédito uma máquina de lavar roupa ou um medicamento? Se este tiver sido receitado por um médico, onde é que reside o problema? Alguém em seu perfeito juízo consegue explanar argumentos para além dos contidos na dita lei? Já agora não conviria explicar porque é que a lei proíbe o acto? Se uma farmácia entender que o cliente/doente possa pagar ao fim do mês os medicamentos que vai adquirindo ao longo desse mês, tal irá igualmente de encontro à lei? O Estado terá que se imiscuir nas relações estabelecidas entre um proprietário de farmácia e o doente/consumidor, quando este último lhe adquire determinado produto mediante receituário apresentado? A posição do Infarmed, sustentada pelo argumento legal e relatada pelos jornais de hoje não é uma posição, é um puro arbítrio na sociedade liberal que pretendem erguer e onde os apelos à emancipação da sociedade civil são uma constante. Será isto possível? Isto já para não falar das dificuldades económicas que determinadas classes sociais atravessam em Portugal. Não seria melhor ter tomado uma outra atitude perante este facto? Uma valente dose de bom senso viria mesmo a calhar. Ou então altere-se a lei actualmente em vigor. Seria mais justo.

Foto gentilmente cedida pela Farmácias Granado.