Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

09.Out.07

Direito à indignação

id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119313799351159042" />
Perante o que observo no interior do rectângulo, arrogo o direito à indignação consignado por parte de Mário Soares, então Presidente da República e assumida força de bloqueio de um Cavaquismo em segundo mandato decadente e cada vez mais fechado sobre si mesmo,que agora arrumado está na última das gavetas. A gaveta do esquecimento. Mas a diferença está na educação, na base, um fora professor universitário. Mundo de sapiência, personalidade centralista, sem dúvida, fascista, sem dúvida, criador de um sistema, como reverenciava, o insuspeito e MAGNIFICO António José Saraiva, quando assim escrevia: "artificial que consistia em suspender as instituições, de modo a poder realizar-se sem intermediários e sem obstáculos o projecto de um homem inteligente" na obra Os Filhos de Saturno. A tentativa redutora de colar um homem a outro, não deixa de ser interessante, agora que corre por aí a descoberta da necessidade de um novo ditador. A igualdade só se aparenta no notório autismo e afastamento da realidade de ambos. Só aí.
09.Out.07

Guevara



"Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto." . Pelo contrário, a vida de um homem, seja este qual for, numa sociedade de consumo, passa a valer muito mais depois de morto. Apesar de todas as polémicas, apesar de todas as reconstruções do mito, à esquerda ou à direita, ao centro, ao centro do centro, à direita da esquerda, na esquerda da direita, da esquerda do centro, da direita sem centro. Um homem, com o nome de Ernesto vale o que valeu. Dai a importância de se chamar Ernesto. A vida encerra-se no último suspiro. Guevara dedicou-a a ser Che. Daí que hoje valha mais como morto. Enterrado. Pelos vistos, não. Por quanto tempo?