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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

03.Out.07

Populismo

Em França estes personagens, que percorrem as ruas da capital francesa, são conhecidos como "bizarros". Gente fora do canône. Em Portugal chamam-lhes malucos.Doidos. Varridos.
Coimbra que me lembre possuía, ou ainda possui, a sua galeria de personagens bizarras vagabundeando pelas ruas da Baixa ou na Praça da República.
Com ou sem discursos articulados, a grande maioria destas personagens dedica-se activamente à denúncia política e social, em qualquer local onde se encontre, normalmente de forma espalhafatosa, por vezes cómica. O discurso, aparentemente inconsciente e sem nexo, surge associado, na maioria dos casos, a problemas económicos e sociais que atravessam a sociedade. Sentem uma enorme necessidade de se fazerem sobressair entre os demais e de serem reconhecidos nos locais por onde deambulam, no seu quotidiano. São figuras populares e populistas. Procuram com o seu discurso captar o favor popular, que lhes alimenta o ego e o fervor do discurso.
A minha bizarraria de hoje, recupera uma desta "personagens" parte integrante não dos mitos urbanos, mas parte intrinseca das cidades actuais. Apresento-vos alguém que honra os pergaminhos destes deserdados do sistema. Vive algures no Porto, ou nos seus arredores, quem sabe. Ei-la, a Dona Ermelinda, a Deusa de Portugal: