10
Set 07









Harvey Pekar, acabaria mesmo por afirmar que existem os que vivem a pensar que mandam no mundo. Ele limitava-se simplesmente a viver nele. Ponto final.
publicado por carlosfreitas às 00:56

08
Set 07

Respigando da imensa confluência das postas, que mais não representam que minúscula parte da virulência, na sua formula patogénica, dos dias que cavalgamos, alguém me disse que estava escrito assim:

"Mais mandamos dizer ao caval(h)eiro Freitas que Woody e Allen não estão ligadas por quaisquer laços de consanguinidade – nem manas, nem primas – apenas o amplo vesúvio da amizade as une e unirá até que nem a morte as separe".

Muito me dizem as excelsas, que de parentesco não inquiria eu, nem de tal fazia intenções. Mas agradeço a alcandora que forneceis, embora inútil. Ainda me enxergo. Soletrava eu panegíricos, que de possível e ofensiva consanguinidade não possuíam a mais leve lembrança. Concedida como foi a graça da bestialidade ao dito, elevado a cavaleiro sem mais, informo que não possuo bestialidade, nem besta. Igualmente a cavalheiro não ouso ascender, por não possuir habilitação para tal, pois de indústria não entendo e não vivo de e para expedientes. Nem me interessa. Estais assim alforriadas da separação "post mortem" que a intenção era a de vos considerar a "pari passu", sem mais. É que nem siamesas vos pensamos. Seria dar-me trabalhos que dispenso. Tenho outros saborosos cataclismos que me preenchem os dias. Ler o vosso texto foi hoje, e só hoje, um deles. Os jogos de sociedade são o que são, neles as palavras não são meramente conteúdo. Cada uma delas vale o que vale. Não se macem literalmente, aqui, no sentido figurativo.
A carta que de, forma gentil, vos envio está algures por aqui.
publicado por carlosfreitas às 11:07
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07
Set 07



















A Time, não esqueceu a celebração destes 30 anos. Quer dizer, ele - o punk-Rock - morreu. As celebrações atestam-no. Vivemos então intensamente a sua chegada. Musicalmente o movimento "punk" era o que era, sem rede, apenas circo. Pobres e primitivos. Contava sobretudo a atitude - social - e o som. Anárquico, decibélico e visceral. Ressuscitaram-se então velhas camisas brancas - do pai ou dos tios - as calças de tecido, afuniladas, de preferência - dos mesmos e que já nem eles usavam- e os sapatos, sem tacões, de atacadores, de preferência terminando em bico. Tudo o que representa-se, na sociedade em que estavam inseridos, mau gosto. Alfinetes poucos ou nenhuns. Só depois do movimento ter desaparecido na origem, eles surgem por cá. Mas sempre muito pouco usados e ousados. Os célebres penteados à "punk", cabelos espetados em crista surgem como uma moda associada no decorrer dos anos 80, já nada tendo que ver com o espírito inicial da coisa. Esse resumia-se a vestir diferente e a ouvir, muito alto - de preferência - bandas como os Clash, Wire, Sex Pistols, Dead Kennedy's, etc..
De uma forma ou de outra o mercado e a indústria musical portuguesa começam então a dar os primeiros passos na divulgação e no aproveitamento comercial das bandas "punks" e os discos de vinyl começam a chegar transportando finalmente os novos sons provenientes da velha Albion ou do outro lado do Atlântico, onde na realidade tudo acabaria por acontecer. Por cá o movimento "punk" foi apenas e só uma moda entre alguns adolescentes portugueses essencialmente urbanos. Mas quando isso aconteceu o seu desaparecimento estava já próximo e a indústria musical encarregou-se de colocar no mercado outros sons, menos agressivos e mais de acordo com o senso comum. A "new-wave" por exemplo viria a estatelar o "punk "no chão do esquecimento. Este sobreviverá mais algum tempo entre mercados e juventudes periféricas. Embora agónico, que não afónico, surge ainda como distintivo entre as diferentes subculturas e grupos urbanos o "neo-punk" que não traz nada de novo. Outra coisa não seria de esperar.
O mesmo irá suceder com as tendências seguintes que sucessivamente submergem as antecedentes numa espiral que demonstra as potencialidades criativas que se abriram no decurso dos anos 80.
A comemoração destes 30 anos poderia apenas demonstrar que o "punk", a seu modo, enformou uma certa visão do mundo, de uma parte da geração que o viu nascer e aderiu aos seus pressupostos, durante o estertor da Guerra-Fria. Assinalar em 2007 os seus trinta anos parece-nos anacrónico. Comemora-se algo desaparecido na voragem das mudanças finiseculares. A revolta que pretendeu enformar, apenas simbólica por cá, convenhamos, fazia-se contra as imposições de uma sociedade que sem o saber estava em profunda mutação e ainda contra o "status-quo", como então se afirmava.
O Punk morreu, que viva o punk.
Gabba , Gabba Hey, o grito de guerra da defunta banda norte americana Ramones, só voltará a ser escutado, como deve de ser, nos velhos discos de vinil. Comemorar trinta anos de algo que já não existe cheira a negócio da indústria musical, talvez mais um fenómeno de revivalismo que se aproxima. Agora calhou a vez do "Punk-Rock".

Agradecemos ao Confraria das Bifanas o acesso à informação via Time.
publicado por carlosfreitas às 00:53
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06
Set 07






















PARABÉNS .

A prenda, ei-la:



A razão dela pertence-nos.
Foto do CARTAZ
publicado por carlosfreitas às 00:20
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04
Set 07















Talvez o livro impresso mais antigo do Mundo.

Pedido é pedido, vindo de quem vêm, não pode deixar de ter resposta e continuação. Desta vez não me livro. Por muito que o deseja-se. Por muito que me seja difícil lembrar-me de um livro que me tenha indisposto com o mundo. Eu que só leio quando posso e o que posso e quero. Em devaneios, sem eira nem beira, sem grande biblioteca, não me recordo de alguma vez deitar fora um livro, dar, já dei muitos, outros ofereci. A outros perdi o rasto de tanto andarem de mão em mão, até nunca mais chegarem à do dono. Enfim.
Mas deixe que lhe diga, assim, a talhe de foice, Mestre João, como quem não quer a coisa, que o livro único da quarta-classe, versão 1968, ainda é parte integrante da minha biblioteca, o original, não esse que se vende por aí, agora, para matar saudades a quem o deixou numa qualquer esquina da vida, como acontece. Este serve-me apenas para não esquecer agruras de menino avesso a estudo de solilóquios e repetições. Mais desejoso de correr, a ver o mar, que a estar fechado entre quatro paredes. Não me arrependi, creia-me. Subi a árvore, embora tarde e a más horas como diz a senhora minha mãe. Mas subi. Então cá vão os lidos, depressa esquecidos e postos de parte, como me compete e me pede:

Os simples - Guerra Junqueiro
Húmus-Raul Brandão
Portugal Amordaçado -Mário Soares
A Cidade das Flores - Augusto Abelaira
O que diz Molero - Dinis Machado
Nos teus braços morreríamos - Luís Paixão
Confissões de uma Liberal - Maria Filomena Mónica
História de Portugal - José Hermano Saraiva
D. Afonso Henriques - Diogo Freitas do Amaral
O Doutor Jivago - Boris Pasternak

Respeitando os autores (vivos e não vivos) pelo labor criativo, não sendo esta crítica mordaz, mas de mero leitor, refiro apenas(ou quase só referi) autores nacionais, com uma excepção feita a Boris Pasternak. Por aqui fico e deixo a coisa a outros e eles que prossigam. Ao
Cinco Sentidos,
Tubo de Ensaio,
Sitio dos Desenhos,
Ilustração Portuguesa e
Rio das Maças.
Se lhes aprouver.
Nota: Alterou-se à última da hora a lista de pedidos a um dos Blog's para continuação, mais precisamente o Regabofe. Descobrimos que o mesmo já havia sido referido por outro nauta, daí não queremos voltar a incomodar as manas Woody e Allen.
publicado por carlosfreitas às 16:44

Agora deram em enviar mensagens ecológicas (segundo parece) a embrulhar os muito usados pacotinhos de açúcar. São FRASES VERDES que embrulham séculos de escravatura!


São pacotinhos inocentes que tentam enganar. Um deles, hoje, calhou-me assim:





Donde estou a tomar o meu café matinal, vejo apenas prédios, edifícios de betão rectangulares nas suas formas pseudo modernas de arquitectura, possuidores de minúsculas janelas preservando privacidades. Ao ler reparo que nenhum deles possui o célebre ESTENDAL PARA A ROUPA, que o inocente pacote de açúcar pede para colocar a roupa a secar...ao sol! Fica mal nos prédios das nossas cidades ver estendais da roupa a debruar os prédios. Onde irão estes urbanos-depressivos estender a sua roupa, a não ser na máquina de secar? Pensei comigo que empresa que imprime as FRASES VERDES nos seus pacotinhos de açúcar poderia sugerir os seus vastos quintais em Campo Maior, para realizarmos esse acto ecológico de colocar-mos a roupa a secar ao sol, num belo estendal de roupa!

Do avesso, o mesmo pacotito, avançava com mais um alerta, este do tipo Al Gore, que rezava assim:



Assim sendo meus caros Senhores construtores de FRASES COM SABOR A ALFACE a partir de hoje deixarei de beber café! Para deixar de consumir água! Prefiro deixar de beber café a deixar que vocês me impinjam frases PSEUDO VERDES se não se importarem! Como já não usava açúcar no café, agora deixo de o beber. Ficamos quites e a vidinha continua.

Muito Obrigado e passem bem!

publicado por carlosfreitas às 16:09

02
Set 07

Georg Holek
Sou muito suspeito nesta coisa, porque joguei, porque é o único desporto em que conheço as regras e porque vamos estar Lá.
publicado por carlosfreitas às 11:55

01
Set 07
Blog da Rua 9

Há dias que o ando para fazer. Acontece que como estamos a começar o fim-de-semana, pois a visita só se justifica com tempo, reparem no fino recorte que a Rua 9 nos apresenta. Tenham um Bom Fim-de-semana.
publicado por carlosfreitas às 01:17


Foto: memória.
Nunca fui de utopias, mas caminhava ao lado. Hoje é me impossivel alinhar com miopias serôdias.
Em forma de reclamação, porque considero justa a inquietação.

Última hora: Inimigo Capitalista dá ajuda para desanuviar.
publicado por carlosfreitas às 00:41
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