05
Jun 07


LADRÕES DE BICICLETAS
publicado por carlosfreitas às 14:40


</span>Lazarim.



É da procura, incessante, que a vida vale a pena. As máscaras são isso mesmo. Um código difuso que procura encobrir a mentira ou a verdade, das vidas. Prolixo em fazer acreditar, escondendo a realidade. Num mundo de mascarados andarilhos sobra a uma outra dimensão, a do rosto descoberto, severo, talvez inoportuno, mais sarcástico ainda, que aquele outro que a máscara possa, eventualmente, esconder. A reflexão pode parecer estranha, embora </span>AS MÁSCARAS que aqui evoco, a tenham despertado, talvez desconforme, mas não menos existencial adjectivo, porque nelas se aquilata a sua vitalidade na sobrevivência quotidiana. A necessidade eloquente do disfarce nos dias que correm. Ponto de partida e de chegada.
publicado por carlosfreitas às 13:56

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moebyous
publicado por carlosfreitas às 02:02
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04
Jun 07




Dos Estados Unidos, chega uma primeira página eloquente. Por cá, depois da "geração automóvel", uma "geração bicicleta" no horizonte. Por lá, o preços dos combustíveis começa a fazer mossa. Por cá é Prego no Sapato, de longa data, mas ninguém parece muito preocupado! Na terra do Tio Sam, o assunto já é recorrente, na terra do tio Sebastião, querem-nos a andar de bicicleta! Não entendo a contrução de mais auto-estradas! Palavra, não entendo! Para andar de bicicleta? E de tanga, com a recente habilidade no I.A.! Já outros diziam..."cá vamos cantando e rindo"!

Ver The Gazzete, Colorado Springs, EUA.
publicado por carlosfreitas às 01:46

</span>

Link: sevenload.com




Ler notícias frescas sobre o aquecimento climático.
publicado por carlosfreitas às 01:18

03
Jun 07


publicado por carlosfreitas às 19:10



publicado por carlosfreitas às 19:01

01
Jun 07


A ida para o limbo "internético" do meu anterior blog, muito por culpa da minha pessoalíssima distracção informática, devido à pessoal incompatibilidade em lidar com as diferentes e "famosas" palavras-passe ou login (como se usa dizer e escrever) aconteceu. As tentativas para aceder de novo ao "Ubelogue", revelaram-se infrutíferas. A conta de acesso, misteriosamente, fora apagada pela minha pessoa, tal como os deuses do "Google" me informaram! Não entendi como. Googlou-se. Eles lá sabem. O "desgraçado" do blog anda, por ai, a pairar no vácuo!
Entretanto nasceu, de parto normal, com palavras -passe novas...enfim o calvário! Já possuo pouco espaço disponível nos neurónios para a decoração e afins...passei a escrever...de novo... tudo em papel, mais seguro me pareceu. Resolvida a contenda, a contragosto. Cá está!
Mas a história que me traz aqui hoje, releva de um outro e quase impossível de descrever, mas delicioso, pormenor: o nome deste blog versa "prosas vadias" onde se pretende um "blog" mais parecido com um tunante, sem ocupação evidente ou obrigatoriedade de falar só sobre determinados aspectos...apeteceu-me vadiar..por ai. Foi o que fiz...as prosas são vadias, ao sabor dos dias.
No entanto, por puro acaso, apercebi-me que o blog está diariamente a surgir nas pesquisas do "google" (português do Brasil), entre sites deveras pouco recomendáveis, ou seja, quando um brasileiro pesquisa por "vadias" vem cá parar. Nem mais! Ora cá está a enorme galhofa em que se transformaram os dias deste blog...que mais vadio... não podia ser. O corropio tem sido enorme, "todo o mundo" anda em busca de vadias com mais de quarenta, só vadias, meias vadias ou vadias inteiras, é um enorme corropio de de vadias na vadiagem! Nunca de "prosas" essas pouco interesse devem despertar!
Estou a pensar, seriamente, em propor, na próxima ronda de negociações do, inefável, acordo ortográfico da C.P.L.P., que a mais velha profissão do mundo passe a ter um nome comum aos dois "paíìzes irmãus" - "prosasvadias"!

</span>O quadro da foto é de 1925, pertence a Henry Matisse, que o intitulou "Odalisca com calças"
publicado por carlosfreitas às 17:39



Pequeno excerto da possível "apresentação" inserta na proposta de trabalho para o mestrado, sobre o turismo figueirense, que estou a tentar realizar.
A modos que, como indicado no título, numa espécie de cólofon, nunca e em nada comparável ao difícil e penoso trabalho realizado pelos monges-copistas medievais, onde estes deixavam registados, para a posteridade, o quão árduo havia sido o trabalho. Neles exaravam desde os mais modestos aos mais extraordinários pedidos que povoavam as mentes desses extraordinários homens medievais.
Sensação, no entanto, muito aproximada, após percorrido o longo caminho da investigação, muita das vezes solitária e morosa, quando o labor da escrita começa a definir contornos de caminho.



"A difusão das práticas da vilegiatura, ao longo do século XIX e princípios do século XX, induziu o aparecimento de uma nova tipologia urbana, nas costas marítimas: a estância balnear. Esse movimento social e cultural em direcção ao mar, aos terrenos banhados por águas carregadas de iodo e sal, surge do encontro de dois "novos" comportamentos , o do indivíduo face ao mar, magistralmente descrito pelo historiador francês Alain Corbin(1), e o subsequente despertar de um "novo" tempo, o "tempo para o corpo", que André Rauch(2), descobre entre a amálgama das práticas ociosas, que se conjuga na vilegiatura genéricamente e, em particular, na prática dos banhos de mar e na vida quotidina das estâncias de veraneio, durante a época balnear.
Duas novas atitudes do homem face ao mar e ao corpo, que acabariam por desencandear, dois séculos após terem surgido entre a aristocracia europeia e cuja difusão, de forma capilar, entre os estratos sociais imediatamente inferiores, se procedeu de forma lenta, a massificação do turismo, em finais do século XX.
O denominado "turismo de massas", designado por Marc Boyer(3), como uma construção da história, é um fenómeno contemporâneo, sucessor das práticas elitistas vislumbradas desde meados do século XVIII e do lento processo de difusão entre as diferentes classes sociais, que eclode, com a pujança conhecida, após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Ambos os fenómenos, analisados e estudados no decurso do seminário "Turismo e Desenvolvimento" do Mestrado de História Social e Económica 2004/2006, orientado pelo Professor Doutor R. C., estão na origem deste trabalho de análise histórica, sobre o turismo na Figueira da Foz, entre as décadas de 1930 e 1950."



Pequena nota:


O incremento do turismo, em termos históricos, apesar dos seus aspectos económicos, insere-se nos campos da sociabilidade e das mentalidades, onde, no caso específico, se assiste à socialização da praia e do mar e das zonas envolventes. Representam, em si, o registo das alterações no campo do social, provocadas pela mudança das mentalidades, face ao mar e ao corpo. As "comunicações entre o indivíduo e o que o rodeia, os meios pelos quais recebe os modelos culturais"(4) acabaram por desencadear todo o processo de difusão e massificação do turismo, no seio da sociedade contemporânea.</p>



(1) Corbin, Alain, Le territoire du vide. L'Occidente et le désir du rivage 1750-1840, Paris, Aubier, 1988.


(2) Rauch, André, "As férias e a natureza revisitada (1830-1930)" in História dos tempos Livres, coord. Alain Corbin, Lisboa, editorial Teorema, 2001.


(3) Boyer, Marc, Histoire du tourisme de masse, Paris, PUF,1999.


(4) Duby, Georges, Para uma História das Mentalidades, Lisboa, Terramar, 1999.
Não cito páginas, esse é o trabalho que vos compete, se vos aprouver.
Foto: Cartilha de trato com o Banhista, Argel de Melo, Edição da Comissão Municipal de Turismo da Figueira da Foz, 1943.


publicado por carlosfreitas às 14:19

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