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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

25.Out.07

Desfazendo equívocos (parte primeira)


Reparei que tinha colocado nos últimos dias duas pequenas fotos ilustrativas a acenarem ao espectador/leitor com gestos mais ou menos obscenos. Uma delas fora constrúida de propósito, a outra refere-se a um apanhado, neste caso de um gesto desprevenido. Nada como desfazer alguns possíveis equívocos. Não sou a favor do politicamente incorrecto como forma de chamar a atenção. Posso eventualmente parecer politicamente incorrecto porque é assim que me apetece ser, por vezes. Tenho dias. Como qualquer um de vós. Clamo assim pela vossa atenção, tentando desfazer alguns ou todos os possíveis equívocos. Para Rui Tavares afirmar no Público de 24 de Outubro, no seu habitual "Pingue-Pongue" de última página, que "O primeiro a reclamar a bandeira do "políticamente incorrecto" ganha o direito a não ser criticado nem ter de defender o que disse". Ora bem asssim sendo tentarei desviar as atenções com a foto de Pamela Stocker, fingindo ser, o que na realidade sou. Um anjo. Sem ideias. Plantado num cemitério de ideias. Na realidade é isso mesmo que sou. Não tendo ideias, ou tendo-as, se estas forem contrárias às correntes universais, tenho apenas direito a viver nessa espécie de limbo dos ostracizados. Prometo que se alguma vez encontrar alguma guarda-la-ei no baú dos objectos enjeitados. Dispenso por isso a "brigada de defensores do politicamente incorrecto" com que Rui Tavares ameaça. Não preciso de brigadas, sejam estas de que tipo forem, sou um anjo.