Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

28.Nov.07

Escrita seguindo Molero (#)


o meu ponto de vista sobre a questão francesa não se resume ao bicolor, nem ao tricolor, mas a um matiz de muitas e múltiplas cores. atribuir à questão ideológica, de pensamento, de revolta, como lhe queiramos chamar, maior importância à semente de 68 do que a esta que os nossos olhos presenciam à distância, entre os deserdados da periferia e não da Sorbonne. Embora o conluio (no sentido de estarem em consonância) me pareça, a mim, declarado. Embora possa atender a semelhanças, estas são situações distintas e não siamesas, quer no tempo e na forma. podem aparentar semelhanças, onde muitos de nós podemos querer ver semelhanças. mas de facto não o são. a cor de hoje é mais violenta no sentido destrutivo, aparentemente caótico e anárquico. mas eu pergunto a mim próprio o que fazer perante o facto de os organismos repressores se apresentarem cada vez mais organizados e refinados? como se pode hoje enfrentar forças militarizadas, que surgem como reestabelecedoras da ordem do Estado? do estado que não resolve? de um Estado que relega para as franjas da marginalidade as/os cidadãos de amanhã? como fazer então? o uso da espada, chegará? em 68 o mundo rodava a uma velocidade mais moderada, as respostas de hoje não podem ser idênticas, nem na forma nem no espírito. exige-se um estado mais responsável e maior respeito pelos cidadãos. exigem-se governantes e não egos desmesurados engaiolados pela sedução do poder. harmonia social pede-se, enfatiza-se. repressão só mostra medo.

(#) referência á revolução de Diniz Machado e ao seu livro O que diz Molero