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PROSAS VADIAS

PROSAS VADIAS

21.Mar.20

Assunto sério.

carlosfreitas
Foi pedido aos nossos emigrantes que não venham de férias a Portugal, nesta altura. Em Estado de Emergência, com cunhas ou sem cunhas, esse comportamento habitual e já antigo, comportamento esse que ainda não terminou neste dealbar do Novo Estado. Serão apanhados pelas outras autoridades competentes, sendo punidos. Ninguém deve viajar neste momento atravessando fronteiras, essas linhas que afinal ainda são existentes, embora imaginárias, sem que o motivo seja de enorme força (...)
21.Mar.20

Quarentenas

carlosfreitas
"[...] Aprendi que cada um de nós tem várias vidas, vários eus e vários outros." Manuel Alegre.      
28.Fev.20

40 e tal anos após o 25 de Abril de 1974

carlosfreitas
após a crise da década passada, não esqueçamos que estamos no ano de 2020, a banca, seja lá o que isso da banca for quando leres isto, fica a saber que devia ficar caladinha durante o próximo meio século, no tempo em que te escrevo, meio-século, eram 50 anos. apenas e só por uma questão que na vossa época volta a ser muito prezada, como bem sabes. aquilo a que se chama decoro. 
13.Fev.20

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carlosfreitas
...   Julio Cortazar «Creio que, desde muito pequeno, a minha infelicidade e, ao mesmo tempo, a minha felicidade, foi não aceitar as coisas com facilidade. Não me bastava que explicassem ou afirmassem algo. Para mim, ao contrário, em cada palavra ou objecto começava um itinerário misterioso que às vezes me esclarecia e às vezes chegava a estilhaçar-me. Em suma, desde pequeno, a minha relação com as palavras, com a escrita, não se diferencia de minha relação com o mundo no (...)
13.Fev.20

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carlosfreitas
FALAR A poesia é, de fato, o fruto de um silêncio que sou eu, sois vós, por isso tenho que baixar a voz porque, se falo alto, não me escuto. A poesia é, na verdade, uma fala ao revés da fala, como um silêncio que o poeta exuma do pó, a voz que jaz embaixo do falar e no falar se cala. Por isso o poeta tem que falar baixo baixo quase sem fala em suma mesmo que não se ouça coisa alguma. Ferrreira Gullar