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Mar 15

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publicado por carlosfreitas às 02:36

18
Set 09

publicado por carlosfreitas às 18:23

03
Set 09

 

A metamorfose feminina dos anos Vinte, fruto da evolução da moda que, por seu lado, incentiva alteração de mentalidades - mudança social feita de cima para baixo, fórmula habitual de difusão/massificação de aspectos da sociabilidade e costumes ao longo do século XX. Implicou nova e radical silhueta feminina. A mudança assumiu particular destaque entre as mulheres que circulavam no interior das elites culturais e económicas. A figura feminina liberta-se de espartilhos e corpetes que o século XIX transportara para o século seguinte. Libertas (ainda que só aparentemente)e radicalmente diferentes estas assumem o papel - híbrido - de escravas dos modelos da própria libertação. Podemos designa-las como vítimas da revolução. Outro fenómeno habitual, como se depreende do estudo das revoluções. O que causa espanto, em inícios do século XXI, é o estranho caso (o exemplo Maria de Lurdes Pintassilgo é radicalmente diferente - foi nomeada para o cargo) da personagem feminina que surge como pretendente ao cargo de futuro chefe do governo português, que a acontecer, seria uma outra revolução caseira. Não entendo porque tendo a mulher dos anos Vinte assumido um novo figurino, em Portugal, a figura e a sua representação, seja assumida hoje por uma senhora, que representa, de forma natural, aparentemente sem artifícios, o que no década de Vinte do século passado foi radicalmente contestado. Não se trata de ser, ou ter, uma figura conservadora. O que a imagem mostra é, na essência, o seu conservadorismo. Não apenas social. Como percebemos a senhora assume contornos igualmente conservadores no plano económico. Faz eco das velhas diatribes do liberalismo do século XIX. Trasportar a receita para a vida, social e polítca, portuguesa no século XXI, representa um passo (ou muitos)atrás.

publicado por carlosfreitas às 12:43

12
Jun 09

 

 

Normalmente abstenho-me de referências agrícolas. Sou urbano embora pouco depressivo e sem horta. Mas...se cá nevasse fazia-se cá ski... reminiscências de uma velha canção do cançonetismo pós - pós revolução. Mas vamos ao que interessa. Os ingleses, os da velha Albion, utilizam um termo, com fraca correspondência por cá, mas com lauta utilização, sobretudo após eleições. É o chamado "Cherry picking" que vou tentar traduzir em poucas palavras, que é para isso que servem os termos ingleses: acto de explicar os dados ou uma determinada posição ignorando parte significativa dos casos relacionados ou dos dados que podem contradizer essa posição. Por cá diz-se que a conversa é como as cerejas. Afinal também temos reduções interessantes. Onde é que entra a pulga das couves? Parece que estas se reproduzem de forma vertiginosa alimentando-se exclusivamente da seiva da planta. Afinal quem são aqui as pulgas? Apenas serve de metáfora para os que ad eternum continuam a praticar a arte do  "cherry picking", um barrete que serve a determinadas cabecinhas de alho.

publicado por carlosfreitas às 10:34
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09
Nov 08

 

 

 9 de Novembro de 1989 

publicado por carlosfreitas às 15:04

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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