09
Jul 12

 

Começou a tourada.

ANTONIO LÓPEZ FUENTES IS THE BULLFIGHTER’S CHOICE

By Rubén Lardín, Photos: Luís Díaz

MATADOR: JAVIER CORTÉS

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publicado por carlosfreitas às 15:09

17
Mai 10

 

Tropeço, ultimamente, a cada passo em pedidos de desculpa, de compreensão, alguns chegam até embalados a "Bem da Nação", sobre a necessidade do esforço comum, repartido através de um aumento de impostos, de carga fiscal. Algumas a despropósito, quando reduzidas ,e porque reduzidas como medidas de puro eleitoralismo. Manutenção no poder com o intuito de saciar as clientelas políticas que ajudam a efectivar esse desejo. Na realidade eu desculpo, eu compreendo, eu até deixo passar o a "Bem da Nação" - e esta frase, como eu a compreendo - percebo o esforço mas distribuído apenas aos eternos pagadores, compreendo o desperdício, o clientelismo laboral no Estado,  o despesismo, as obras faraónicas, com que cada político quer deixar a sua marca na historiazinha da sua vida política, desde que soubéssemos nós - enquanto povo, enquanto Nação - o que devíamos exigir, definir e desejar, quando nos deixam votar. Fora isso não desculpo, não compreendo e não aceito nada. Zero. E ainda não ouvi o que sua Ex.ª logo mais pela noite irá esclarecer. Embora adivinhe.

publicado por carlosfreitas às 16:38

13
Mai 10

 

O demagogo responde a uma pergunta sobre o aumento do I.V.A. sobre os bens essenciais, contrapondo se achavam bem que um determinado refrigerante americano pagasse o mesmo I.V.A. que produtos como o pão, o leite, etc.? Por isso, senão acha bem, passam todos a pagar a mesma carga de imposto e assim passam todos a serem  taxadas a 7%. Ora estou para saber quem é colocou o refrigerante americano ao nível dos produtos essenciais. Quase que adivinho que não foi o cidadão vulgar. Deve ter sido alguém com poder para o fazer. E a grande companhia americana deve ter agradecido, de que forma é que não sei. Mas que este tipo de benesses costuma ter um preço, quase de certeza. Ora, o demagogo, utiliza o argumento como justificação para o aumento dos restantes produtos, quando bastava, por exemplo, taxar o refrigerante americano como bebida de luxo e deixar os outros produtos à taxa anterior.

Por outro lado convém avisar o demagogo que a baixa de 5% no salário dos políticos e gestores é uma medida da mais pura demagogia, pois ao ser referida como exemplo do sacrifício distribuído por todos, deixa muita gente estupefacta com tão bondoso acto.  Reiterando que a medida é meramente simbólica, quando o país, na realidade não precisa de símbolos, antes de exemplos fortes. Porque não 25% ou 30% ? Será porque, neste país, o carnaval também é eterno ?

Adenda: Assunto ainda hoje (15 de Maio) referido por antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que confirma a intuição por mim defendida: "deveria ter optado por retirar alguns productos não essenciais da lista de bens sujeitos a esta taxa reduzida. E alerta para um possível aumento da economia paralela, fenómeno que geralmente se acentua com a subida dos impostos."

É referido um dos grandes factores da economia, para além daquele que é constituído  pelos capitais desviados, com conivência dos governos, para os chamados "paraísos fiscais" - a economia paralela, que normalmente não conta no computo geral do "economês", referida raramente, montra da incapacidade do Estado no controle e supervisão da actividade financeira.

publicado por carlosfreitas às 17:28

12
Mai 10

 

Poderei entender algumas medidas impopulares, poderei pensar que, olhando em redor, observo que nada, absolutamente nada se passa, para além do trivial: espectáculos paras as massas e pouco mais. Nas muitas pessoas que vou observando repesco preocupações mitigadas pela trivialidade dos assuntos. Assim sendo como poderei entender que os 2,9 % retirados aos ordenados de políticos e a gestores do Estado possa ser entendido como um exemplo explicativo do esforço que as classes dirigentes farão nesta fase da vida nacional aos que já pouco possuem. Ouvi hoje a medida ser aplaudida por alguns comentadores da "situação" como oportuna e bem vinda. Contudo alguns continuam, fora, sempre fora ou nas margens dos aparelhos partidários, a colocar perguntas incómodas ao poder. Uma delas ouvi-a dita por um anónimo português que perguntava sobre essa necessidade de o Estado assegurar a manutenção de bancos privados, encaixando neles milhões e milhões de euros. A sustentação da finança nacional, da banca portuguesa, teria sido gravemente afectada pelo desaparecimento de dois bancos privados? Cuido também que não. Há tempos lia, nada que seja proibido de ler, embora não seja leitura de todo muito recomendável para alguns, embora a visão ampla do processo histórico, tão ampla que inclui o que foi dito, escrito e pensado pelos próceres do anterior regime a 25 de Abril, venha agora à colação neste momento. Em discurso articulado na Emissora Nacional, com aquela voz, esganiçada e desagradável, Oliveira Salazar, a 25 de Junho de 1942, referia que " A época em que estamos vivendo...decorrerá sob o tríplice signo da autoridade, do trabalho e da preocupação social...Nenhuma nação se poderá eximir à autoridade forte, nenhum homem ao dever do trabalho; nenhuma actividade ou riqueza ao critério da sua utilidade social." Eis aqui o que é designado como "o fascismo português". Se notarem algumas diferenças com o articulado hoje...  confrontado com previsibilidade dos acontecimentos esperados e já anunciados.  Compreende-se muito bem o processo evolutivo. das medidas anti-populares. No qual as medidas já definidas, vão sendo anunciadas, de forma cautelosa e faseada junto da opinião pública. Não será pelos exemplos dos homens públicos actuais, ou da sua grande maioria, que posso considerar justo que as inevitáveis medidas recaiam mais uma vez sobre uma classe social já imersa em impostos. O despesismo estatal actual, não apenas com prestações sociais distribuídas "à tripa forra", mas, igualmente, também com encargos com assessores e outras prebendas justificam, na minha óptica, uma reponderação da inevitabilidade de cortes no 13º mês dos que dependem, para sobreviver , do salário auferido única e exclusivamente do seu trabalho.

publicado por carlosfreitas às 15:13

02
Mai 10

 

Imaginem o espanto pessoal quando por estes dias dou com esta situação numa velha estrada rural. Uma carroça, carregada de palha, toma a ousadia de ultrapassar o pequeno tractor, como se pode observar. A leitura do real transposta para a realidade dos dias que correm pode ser deliciosa. Imaginem a carroça que, por acaso é puxada por um burro, ser puxada por um coelho e, a palha, servir como ideologia. O pequeno tractor ser o partido no poder, a quem, até uma  velha carroça, puxada a burro, consegue ultrapassar. Nos dias que correm já tudo é possível. Até o impensável.

publicado por carlosfreitas às 18:26

01
Mai 10

Na Grécia, o tal país com o qual os altos dignitários da República portuguesa não querem  comparações, a supressão do 13ª e 14º  mês está em marcha. Relembro que o subsídio de férias, considerado como o 14º mês e o subsídio de Natal, o 13ª mês, foram instituídos em Portugal, primeiro aos funcionários do Estado, pois a iniciativa privada portuguesa, nunca existiu senão a reboque do Estado, decorria1971-72, portanto durante a denominada "Primavera marcelista", sendo que o 13º mês, ou subsídio de Natal, será alargado à generalidade dos trabalhadores portugueses durante o governo liderado por Vasco Gonçalves. A sua supressão ou substituição como aqui se revela, feita por este coelho que nos saiu recentemente da cartola, como a poção milagrosa para os desvarios da classe política portuguesa, mostra, à saciedade, que não basta apertar o cinto até ao último furo, como aconteceu com Mário Soares e Ernâni Lopes, que, segundo as imposições do empréstimo feito pelo F.M.I.,  também lançaram mão desta receita. Desta vez, embora a receita seja a mesma, as condições são diferentes. Porque desta vez a despesa com a representação do Estado, dos ordenados dos políticos terá de baixar igualmente até níveis nunca antes vistos.  Frise-se que ao longo dos anos o Tesouro público foi sendo desbaratado ao sabor dos governos do bloco central. Convém recordar.

publicado por carlosfreitas às 02:25

14
Abr 10

António de Spínola, é figura militar do "Estado Novo", tal como Humberto Delgado,  embora o percurso políticos  destas duas personalidades tenha enveredado por caminhos opostos em relação ao confronto com o poder político do regime. Spínola desde sempre se apoia e movimenta no interior do regime a que o 25 de Abril procura pôr cobro. O aparecimento do então general à frente dos elementos da primeira Junta de Salvação Nacional  demonstra, na época, a subserviência à hierarquia militar a que se sujeitaram boa parte dos elementos que promovem a revolução. Sem referências pessoais genéricamente conhecidas entre a população portuguesa, estes acabam por entregar o poder de representação aos "velhos" militares, que assim assumem o controlo político e militar da Revolução.  Equilíbrios políticos à parte, a denominada Junta de Salvação Nacional, contou então, em boa parte, com forte presença de alguns aspirantes a substitutos (Silvério Marques, Diogo Neto, Galvão de Melo) da célebre "Brigada do Reumático".  A questão da salvação da Pátria para António de Spínola, baseava-se em itém único: a defesa acérrima da ilegalização do Partido Comunista, em Portugal. Convenha-se que, apesar do peso daquele partido na oposição ao regime de António de Oliveira Salazar, este partido, como seria demonstrado nas primeiras eleições livres e democráticas, não tinha o peso político que o futuro marechal conservador e reaccionário lhe atribuía. Convém, igualmente, realçar que os "papões e obsessões" do general não serviam sequer como programa político para um país que emergia de uma ditadura, nem podia ser laboratório para uma "nova Guiné", antigo território colonial onde o, para alguns hoje saudoso marechal, colocou em prática uma pessoal interpretação política de neo-colonialismo desfasado e inconsequente. Tentativa vã e ineficaz, reprodutora de boa parte de traumas da guerra que sobrevivem. Observando e a analisando a vida pessoal e militar de António de Spinola, agora relembrado, pudemos encontrar as profundas razões porque alguns lhe atribuem hoje a importância que nunca teve - um profundo conservadorismo e uma exacerbada tendência para o autoritarismo. Historicamente, Spínola, foi literalmente alguém que quis inverter um dos sentidos da revolução, recorrendo para tal a uma tentativa de golpe militar, o "28 de Setembro", vulgarmente associado a uma manifestação  conhecida como da "Maioria Silenciosa", promovida então por uma elite ultra conservadora,  que preconiza e prepara um golpe militar. Na tentativa  de impor uma ideia pessoal não sufragada, fórmula que convenhamos não seria bem aceite, se tal sentimento coexistisse hoje, pelos actuais detentores de cargos políticos que lhe dispensaram a honra de rememorarem a passagem do centenário do seu nascimento, como resultado o general abandona o cargo de Presidente da República e literalmente foge do país. Não é figura de Portugal, a não ser na prateleira da bizarria dos comportamentos autoritários e de militarismo já então claramente ultrapassado. Era um títere, a que alguns agora pretendem dar dimensão e profundidade histórica e cujo "tique" da utilização do móculo, como adereço visual, sabemos muito bem de onde veio. Pode destroçar, senhor marechal.

 

Fernado Campos deixa no seu blogue outra visão sobre o mesmo assunto só que esta acompanhada pela mestria da sua arte na caricatura.

publicado por carlosfreitas às 17:26

10
Abr 10

Cá são campanhas negras, difamação, perseguição, vitimização, etc., etc. Procuram descredibilizar, manipular a Justiça. Em Espanha "A justiça não persegue políticos, apenas persegue corruptos e quem corrompe. Estejam onde estiverem e, lamentavelmente, estão em todo o lado", disse Cândio Conde-Pumpido. Portanto deixem de se escudar nos cargos e prebendas, corruptos são corruptos sejam eles quem forem. Até podem ser filhos do Presidente da República que, para mim, vai dar no mesmo.

publicado por carlosfreitas às 18:51

01
Abr 10
 

Embora possa parecer estranho eis o resumo, enviado por mão amiga, da discussão sobre a questão dos submarinos adquiridos pelo Governo português. Se a versão pode parecer estranha, se é credível ou não, não interessa aqui deslindar. Não é bem essa  a intenção. Seria impossível num dia, cujos contornos aparecem defenidos ao longo de alguns séculos, ele há quem afirme que desde o século XVI, acreditarmos em tudo o que nos dizem. Em tudo o que vemos ou lemos. Lá para o fim do dia surgirão os também habituais desmentidos. Eis o dia em que a mentira atinge um certo apogeu.

 

publicado por carlosfreitas às 11:03

31
Mar 10

O que este governo, o próximo, ou qualquer outro, pretende conseguir com o aumento da fiscalidade e impostos resume-se desta forma: aplicar aos menos ricos, aos pobres, a fiscalidade dos mais ricos. Como vê é fácil chegar a conclusões.

publicado por carlosfreitas às 15:43

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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