14
Jan 14
publicado por carlosfreitas às 01:35

13
Jul 09

 

 

A legenda diz tudo. Só não diz onde. Mas eu digo, é na Praça da República. O Renault se fosse hoje era rebocado pela Polícia Municipal.

publicado por carlosfreitas às 23:18

09
Jul 09

 

Voltando um pouco (um pouco é favor, pois precisamos de recuar até 1845) atrás e à verdadeira essência deste blogue mostramos um pequeno pormenor de uma carta (provavelmente topográfica) datada de 1845, onde se mostra o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e as variadas ocupações que foram dadas, após a extinção das Ordens religiosas, ao referido Mosteiro e seus anexos. Onde hoje é o Café de Santa Cruz, existia na época a Igreja de S. João. A Câmara Municipal mantém-se no mesmo local, onde hoje a podemos encontrar, no entanto onde está hoje o edifício da Caixa Geral de Depósitos existia o denominado Pátio da Bica (onde alimárias e homens podiam aliviar a sede, pois era por aqui que, vindos do norte, os viajantes entravam na cidade), mais à frente, na Rua da Sofia, a "extinta Inquisição", e por ai fora. É assim algo que só interessados nas transformações por que foi passando esta cidade poderão apreciar. Ou seja este é um verdadeiro acto de amor pela cidade, não esses que andam por aí a ser propagandeados pelos excelentíssimos dinossauros da política local, localista ou municipalista, como se queiram chamar.

publicado por carlosfreitas às 14:38

06
Jun 09

 

É absolutamente incrível esta noticía. Coimbra invadida por burgessos e negócios de parques de estacionamento. Esconder, voltar a tapar património não é, nunca foi solução. Em Coimbra é. Infelizmente.  Não tenho vergonha de ser Conimbricense, tenho vergonha de quem governa a cidade.

publicado por carlosfreitas às 20:18

26
Mai 09

 

 

 

Pedida a devida licença ao blogue DIAS QUE VOAM, prontamente concedida pela simpatia da autora, não pude resistir a este estranho impulso que me causam estes antigos postais sobre a minha cidade. Pese embora migrante lisboeta, hoje não sou de mais lado nenhum, nem quero ser. Este mostra a cidade tal com a encontrei quando aqui cheguei. Repare-se nas ilhas mondeguinas que proporcionavam belas tardes de verão nas denominadas então "praias dos tesos". Repare-se que a entrada do Estádio Universitário tinha então muito mais charme. Repare-se que agora o querem encerrar numa apertada malha de trânsito caótico.Repare-se que o galinheiro do "Silva Gaio" ainda nem sequer assoma ali ao fundo do lado esquerdo, junto dos actuais courts de ténis e que então serviam de recreio. Repare-se e atente-se. Ena, ganhei o dia.

publicado por carlosfreitas às 14:43

14
Mai 09

 

Não existem muitas palavras para tentar descrever o que é o Ephemera de Pacheco Pereira. Este pequeno apontamento  que deixo aqui não é passa palavra. O autor do Ephemera não precisa. No entanto a sua paixão como bibliógrafo e sei eu lá mais o quê, para além de hercúlea e fascinante, merece todos os encómios que se possam inventar.

Esta foto, de 1909, coloca um belo problema  que é o de tentar descobrir onde se situava a garagem...em Coimbra.

publicado por carlosfreitas às 10:10

04
Nov 08

 

Coimbra, Largo da Portagem (entre finais dos anos 60 e início dos anos 70).

publicado por carlosfreitas às 14:29

11
Nov 07



"Trabalhai, meus irmãos, que o trabalho
É Joaquim, é Martins, é Carvalho"

Trindade Coelho, In Illo Tempore
publicado por carlosfreitas às 12:15

28
Set 07



Em 29 de Maio de 1834, por proposta de Dom Pedro IV, referendada por Joaquim António de Aguiar, é publicado o decreto que extingue em Portugal, as Ordens Religiosas.
Na época estava em Coimbra, Alexandre de Herculano, na recolha de quanto era precioso e interessante para transportar para Lisboa e Porto.
"Dom António Miguens da Fonseca, primeiro Presidente da Câmara de Coimbra, ao tempo, com a premonição do que poderia vir a suceder quanto aos bens móveis do Mosteiro de Santa Cruz propõe, na reunião da Câmara de 31 de Maio de 1834 que se representa-se à Rainha, no sentido de se recolherem na Universidade, os livros, quadros e outros objectos preciosos que merecessem a atenção pública e que havia sido abandonados nos conventos". Parece que não foi grande a consideração tida no Paço Real, quanto ao assunto, "já que se seguiram roubos de preciosidades, tão numerosos, perante a passividade dos políticos da cidade, então responsáveis, que parece se ter entendeu que a Cidade, por ter sido adversa ao liberalismo, merecia aquele castigo".
Assim o assalto ao bens de Santa Cruz foi generalizado, tendo o Arquivo documental sido "desviado de Coimbra para mais de uma biblioteca do país", a sua opulenta livraria saqueada e "vendida ao desbarato e a olho para um antiquário francês, quando não vendidos a avulso os livros dos depósitos onde foram recolhidos".
A opulência do medieval Mosteiro conimbricense viu-se assim desbaratada do seu património que incluía, para além da sua livraria medieval, inúmeros instrumentos de culto (cruzes processionais, relicários, lampadários, que na sua maioria foram desviadas para "e que hoje podem ser apreciadas em alguns dos museus de Lisboa"). As pinturas que ostentava, assinadas por "Lucas de Leyden, Barocchio, Carrachio, César de Arpino, João Bautista Guali e até um Brueghel, seguiram para o Porto, e o que foi pior, dali para Inglaterra, como relata Joaquim Martins de Carvalho, no seu O Conimbricense de 10.1.1893, 15.2 1893.
Seabra de Albuquerque(1), como refere A. Carneiro da Silva, viria a deixar minuciosa descrição dos bens transportados daqui para a cidade do Porto, "só que não sabia que eles apareceram para venda no catálogo londrino, e teriam ido enriquecer as paredes de algumas casas nobres inglesas". Espoliados os quadros, esvaziados os armários "de paramentos, perante a passividade geral, a Câmara, muitos anos depois, em 27 de Agosto de 1863, escreve ao rei pedindo que à cidade fossem restituídos os quadros, jóias e móveis que dos Colégios e Conventos tinham sido arrancados em 1834". Tarde de demais a diligência, dado que o destino da sua maioria "não era de todo identificável" e porque muitas das instituições que os haviam recebido "entendiam que deles não deviam largar mão".

Notas:
Transcrições que se encontram entre comas, foram retiradas de Arquivo Coimbrão, Boletim da Biblioteca Municipal, vol XXXI-XXXII, Coimbra, Coimbra Editora, 1990, in Notas para a história envolvente do Mosteiro de Santa Cruz, Silva, A. Carneiro, pp. 1-40.
(1) António Maria Seabra de Albuquerque nasceu em Coimbra em 1820. Empregado da Imprensa da Universidade, sócio do Instituto de Coimbra e membro de diversas corporações literárias nacionais e estrangeiras, distinguido com a Ordem de Cristo e Isabel-a-Católica em Espanha. Diccionário Bibliográfico Portuguez de Innocencio Francisco da Silva e Brito Aranha vol. VIII, p. 249, vol. XX, p. 254.
publicado por carlosfreitas às 08:52

10
Set 07
Coimbra, Rua Visconde da Luz, início do século XX.

Uma das situações que me aborrecem na minha cidade foi terem varrido os eléctricos para um museu permanentemente encerrado.

Foto: Museu da Cidade. Edifício Chiado, Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra, 2001.
publicado por carlosfreitas às 01:14

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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