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Jan 14

Li algures que um determinado treinador de futebol, de origem portuguesa, se exaltara no decurso de uma conferência no final de um jogo, que a equipa perdera. As primeiras noticias vistas sobre o facto, em Portugal, referiam exaltação, depois vieram outros mimos, ocorridos no decurso da referida conferência de imprensa, onde aparecia um outro funcionário do clube proíbindo o treinador de referir julgamentos sobre a qualidade futebolística de um determinado jogador do mesmo clube, o qual acabou mesmo por referir o nome do jogador em causa. O que as imagens mostravam não era a proclamada exaltação do treinador de futebol era a forma como é gerido aquele clube de futebol. Poderia ter dito, o que disse, de forma mais baixa e sibilina, como é uso habitual, mas o resultado seria o mesmo. Coloque-se na posição do referido treinador, como reagiria o leitor ou leitora, naquela situação, quando confrontado com a proibição, que, à partida, se considera injusta, perante alguém que o tenta (des)controlar em frente a uma plateia? Note-se ainda que o outro representante do clube, nunca se levantou do seu lugar, durante os factos observados, mantendo algum "sangue frio", pois pareceu incrédulo, de certo modo, não acreditando que o treinador assumi-se a atitude que tomou perante o aviso de estar proibído de referir aquele tipo de assunto durante a conversa com os jornalistas. Note-se, igualmente, que após uma certa mediatização dos factos, o referido treinador continua ao serviço do clube, o assessor de imprensa também, sendo conveniente perceber o que poderá acontecer após os factos esfriarem. O futebol não são dois dias...

publicado por carlosfreitas às 13:05

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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