09
Abr 13

       

O mais recente debate em torno do estado da linha que liga a cidade da Figueira da Foz à Pampilhosa do Botão, alia dois factos interessantes; o primeiro porque reacende e reaviva o estado de abandono institucional em que a linha ferroviária se encontra. Convindo agora politicamente o conjugar de esforços de Cantanhede, Mira e Mealhada, de cidade e vilas limítrofes dando força política necessária para a reactivação deste meio de transporte como verdadeira opção para as populações e empresas locais. Por outro lado, demonstra cabalmente o amor que os figueirenses possuem quanto à construção da história local, à preservação da sua memória como qualidade para a sua identificação. Deve ser um motivo de regozijo observar que as diversas forças políticas locais conjugam, ainda que cada uma por si, e, se assumem, como pioneiras na defesa do património comum, mas também do seu futuro. Para isso precisam apenas de um pouco de conhecimento histórico para melhor enquadrarem as pretensões. A fotografia da placa que encima este comentário assegura apenas um aspecto dessa histórica "Linha de caminhos-de-ferro da Beira-Alta", embora, na realidade, englobe outros aspectos da mesma história. Com uma cidade a cair do esquecimento, convinha redireccionar o olhar das populações para estes aspectos e fazer deles, não apenas um objectivo político, mas o assumir da verdadeira defesa das potencialidades locais e de assegurar a necessária conjugação com os poderes locais dos concelhos limítrofes.

 

 

 (a placa encontra-se na estação ferroviária da Figueira da Foz. Se passar por lá, olhe para ela)

publicado por carlosfreitas às 10:24

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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