02
Ago 10

 

 

 

 

Na realidade nunca se está só.

Pode pensar-se que alguém se pode sentir só no meio de uma multidão, mas até aí estará sempre alguém só, também.

Neste caso, a que me refiro, ai pela enésima vez, descobri, finalmente, que este caso não é único, irrepetível, com ele, surgem uma multidão de casos. O único senão é que acontecem em duas zonas distintas do país, embora ambas com a curiosidade, talvez mera curiosidade pessoal,  de terem sido as primeiras zonas de veraneio em Portugal. Sintra, a quem a presença habitual e sazonal da família Real, mudar-se-à depois, de armas e bagagens, para  a baía de Cascais,  com a inerente carga simbólica carreada pela sua presença e a Figueira da Foz.  As duas vilas  são eleitas - Cascais e Sintra - pelas condições paisagísticas e climáticas, às quais,  em determinada época do ano, a realeza portuguesa concede  o privilégio da sua presença.  Facto que arrasta, concomitantemente, a corte e os primeiros imitadores deste novo comportamento social, traduz  e cria uma nova marca de distinção social, ao mesmo tempo que promovem estas duas estâncias como locais de ócio e lazer. Sintra e a Figueira da Foz, são duas zonas da costa portuguesa, onde primeiro se consegue vislumbrar os primórdios deste novo conceito: o aproveitamento das potencialidades, do veraneio marítimo ou de montanha, como fórmula de desenvolvimento económico e social. Contudo a perca de identidade destes locais afectará enormente o futuro se não forem precavidas algumas situações de defesa do património arquitéctónico, neste caso, mas não só. É pena que assim seja. Mas que fazer? Deixar cair, a modernidade espreita a qualquer esquina?

publicado por carlosfreitas às 15:49

Carlos Freitas,
No caso de Sintra -Património classificado pela UNESCO, impressiona os silêncios sobre os constantes atentados paisagísticos e ao património edificado, por aqueles que nasceram e cresceram neste “Glorioso Eden”, já não falando nas denominadas associações de defesa do património locais e outras...
Em geral são os forasteiros que parecem ser mais sensíveis à delapidação das “riquezas” de Sintra.
Abraço
pedro macieira a 2 de Agosto de 2010 às 20:47

Pedro Macieira,

É verdade, são os forasteiros, os que demandam, levados pelo seu interesse por esses locais, na busca da diferença, aqueles que se apercebem do desleixo, da incúria, do abandono a que são votadas determinadas situações que são, por vezes, únicas, irrepetíveis e pertença daquele local e de mais nenhum. A sua existência ali e não noutro local determinada muitas vezes a sua procura por parte dos forasteiros.
Esta é uma luta aparentemente inglória para quem não consegue ou não quer exercer o "jogo" da política, mas pode ser que a persistência na defesa de determinados aspectos, aquilo a que alguns chamam "denúncia" de pormenores inoportunos possa vir a ter, no futuro, alguma visibilidade por parte de autarcas e autóctones .
Abraço e obrigado pelo comentário oportuno.
carlosfreitas a 3 de Agosto de 2010 às 13:07

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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