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Mai 10

 

Tenho seguido, a espaços, os comentários dos "especialistas" que exercem o ministério da leitura das palavras e descodificação dos actos durante a recente visita de Joseph Ratzinger, agora investido na qualidade de chefe da cúria romana. Sendo apresentado como um profundo pensador e intelectual, reparei que citou, não tenho bem certo quantas figuras da elite do catolicismo português foram referidas mas, uma dessas figuras, foi claramente acentuada num discurso: refiro Manuel Cerejeira. Na realidade, ideologicamente, Ratzinger, tem o direito de escolher para citar quem lhe aprouver. Ou talvez tenha sido aconselhado a fazê-lo, por qualquer outro motivo. Contudo, depois de ler Rui Tavares, deixo no ar o porquê, para além de Padre António Vieira e Santo António, ali referidos, o nome dessa figura que foi  António Ferreira Gomes, o Bispo do Porto, não aparecer nas citações das grandes figuras do catolicismo português do século XX, bem como, mais recentemente, o de Manuel da Silva Martins, em 1975, nomeado como o primeiro Bispo de Setúbal. A um chamaram-lhe o "Bispo da Liberdade", ao outro  "colaram-lhe" a designação de "Bispo Vermelho".  Esquecimento teológico oportuno, porque não lhe posso chamar desconhecimento. Ou então  aguardo pela chegada de Sua Eminência à Invicta Capital do Norte, para que possa demonstrar cabalmente a sua vasta erudição e intelectualidade.

 

 

publicado por carlosfreitas às 13:30

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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