08
Mai 10

Ao tomar conhecimento da realidade atmosférica recente e da sua evolução temi o pior. E o pior está dito. Assistiremos a um novo milagre. Nada que não incendeie os crédulos e coloque determinado tipo de dúvidas aos incrédulos menos incrédulos. Apesar de tudo, no meio deste tipo de discurso, que, no vídeo, começa, como se este tivesse sido aprendido naquelas obras que se vendiam nos quiosques, local tão digno como outro qualquer, do tipo "Aprenda a falar em público". O discurso,  com uma introdução bem disposta, despreocupada, afável, indicia  uma possibilidade que pode ser resolvida com a intervenção divina: com um milagre.  A fórmula, apreendida naquela tipologia de literatura,  pretende amenizar os espíritos e captar a atenção dos ouvintes e interessados no acontecimento. Claro que a palavra milagre faz arrebitar as orelhas do mais crédulo. Contudo, esperar um milagre, é outra coisa! Desvie-se, pois,  a atenção para as nuvens, quando a polémica, o comportamento de parte importante da elite eclesiástica católica-romana, sobre a qual paira uma nuvem, pior que a proveniente do vulcão islandês, aguarda igualmente o milagre do esquecimento mediático. Enquanto aquelas consciências divinas (divinas porque inefáveis, quando se desmonta o seu pensamento) não forem obrigadas a não relativizar a inteligência do ser humano, por mais comum que este seja, assumindo para o exterior que essa nuvem coloca em causa o milagre de que se dizem portadores.

publicado por carlosfreitas às 13:28

eXTReMe Tracker
Carlos Freitas Almeida Nunes
pesquisar
 
pesquisar
 
arquivos
RSS
blogs SAPO