25
Abr 10

Hoje.

Hoje.

Hoje.

 

Descubro, ao sabor da deriva que a prosa vadia permite, frases, momentos, com as quais construo, ao sabor desta minha parcialidade, essa com que me construo, como gente e pessoa. Membro dessa rés pública, que é o meu país, a minha gente, os mais chegados, os mais distantes, cuja face, vida e interesses me são desconhecidos. Adivinho que sentir todos sentimos, coisa fácil de adivinhar e muito mais de sentir. Quando caminho pelas ruas ao sabor de todos os desvarios com que me constuo, observo os desmandos novos, com que nos querem construir. Alguns, hoje, afirmaram, que "Uma organização morre quando os de baixo não querem e os de cima já não podem', citando personagem tão pouco do seu agrado. Acto de suicídio, convenha-se. Procurando com esta bela citação justificar uma outra necessidade, como se, virada agora a página da sua própria sobrevivência política, fosse tão necessário, como de pão para a boca, recorrendo eu a uma outra metáfora, de cariz mais popular, aclarar melhor os seus futuros desvarios. Nesta medida, a da sua profunda incapacidade para dirigir e gerir o profundo alcance do que à trinta e cinco anos atrás aconteceu. Caso, para aqui esclarecer, "aos de cima", que se não podem,  não sabem, que se vão embora. Recordo assim o que, um dia, e muito mais recentemente relembrou, Jan Patocka, um resistente checo anti-comunista "as democracias ocidentais não eram essencialmente diferentes da União Soviética - elas também procuram o controlo da sociedade, tudo aquilo que saia da forma estabelecida é censurado, [...]. Eis porque a censura, o controlo da informação, as novas iliteracias, a manutenção de um certo conservadorismo, quási, diria eu, muito do agrado dos saudosistas do antigo regime, provocou a falência dos que estão em cima. Eles já não nos são precisos, a nós que estamos em baixo. Recolocar a casa em ordem. Não queremos a igualdade, queremos fraternidade como base social, liberdade como fórmula imprescindível à construção do humano na sociedade. Sociedade onde todos, mas todos, façam parte da reconstrução desse futuro. Não queremos valores antigos, em que o fosso entre membros seja a imensidão, o buraco negro, que nos atrapalha o futuro. Relembremos os valores, a ética, a liberdade, o "Canto Moço"

 



publicado por carlosfreitas às 12:47

Viva hoje e sempre... 25 de Abril!
Vanessa a 25 de Abril de 2010 às 22:24

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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