05
Mar 10

 

Ao longo do tempo o escape proporcionado às massas pelo circo, o circo romano, transferido para o circo do espectáculo tauromáquico, onde, por sinal, os "olés" são utilizados e entendidos como um incentivo aos executantes da "faena", e depois para o espectáculo proporcionado pelo futebol sempre foi aceite e desprovido de qualquer interpretação pejorativa. A não ser quando a turbamulta passava das palavras aos actos mais indescritíveis, acontecimentos esses demasiado frequentes no espectáculo futebolístico como se sabe ao longo do século passado. Acho por isso mesmo hilariante que este actor desafinado comente utilizando estes termos o que se passou no Estádio de Coimbra. Estará desenquadrado da realidade? O que é o futebol senão o maior espectáculo do Ocidente. O catalisador das multidões, onde estas "despejam" literalmente as pulsões do quotidiano. Entretanto num país, donde escrevo, onde se pretende que a avaliação, que inclui desde professores ao mais ínfimo funcionário, passe a ser regulada pelos mais elevados padrões de desempenho e sirva de bitola para a excepcionalidade. Será porventura lícito que não seja exigido a jogadores de futebol igualmente os mais elevados critérios de prestação futebolística numa selecção dita nacional? Ora, se estes não gostam de ser julgados, abstenham-se de serem jogadores de futebol. Até as «prima-donas» a isso se sujeitavam, muitas caíram precisamente devido às pateadas vindas precisamente das galerias onde se situavam os verdadeiros amantes do Belo Canto. Quanto a este actor não se entende porque não se manifestou com a mesma veemência aquando do acontecimento em que o principal treinador da dita selecção nacional andou literalmente ao murro à bofetada com um outro interveniente deste mundo, demasiado infiltrado por personagens mafiosas, numa zona VIP de um aeroporto nacional. Olé! Olé! Olé!


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Carlos Freitas Almeida Nunes
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