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Fev 10

Enquanto Vilarinho das Furnas ecoa já na memória de muito poucos. Ecos de outros tempos. Um tempo calado, ressuscitado aqui e ali por memórias esparsas. Ou quando o estio mostra ainda o esqueleto em pedra da velha aldeia, erguendo-se fantasmagórica, após ter sido engolida pelas águas da albufeira alimentada pelas águas do Rio Homem. O documentário O Sabor da Despedida de Ivo Costa, joga com as palavras, as gentes, as emoções e a paisagem agreste e natural da última fronteira de um Portugal semi-selvagem onde tudo rima também com o nome de um rio: o Rio Sabor.  A destruição do património natural ali imposto, tal como em Vilarinho das Furnas, em nome de um progresso espúrio onde toda a  resilência será impossivel. A rever se possível e perceber como a Edp actua em nome desse progresso e dessa pseudo capacidade de o país se ir libertando da dependência energética através da destruição do património natural, paisagistico e humano.   Onde a envolvência desta nova catástrofe nos parece fazer ecoar os anos Setenta no século XX português. Continua-se a amolecer lentamente em Portugal. É essa estratégia de cerco económico e de silenciamento das populações erigido pelo progresso sentado nos gabinetes da capital que urge ser denunciado. O documentário surge como objecto de preservação memorial da envolvência que rodeia o rio Sabor, o último respiro, um adeus. Sabe a desistência. A morte anunciada.

 

Post Scriputm: A versão completa do documentário pode ser vista AQUI. Obrigado IMCA.

publicado por carlosfreitas às 13:00

Ontem vi parciamente este documentário. Alguém sabe onde se pode assistir à versão completa?
Sérgio a 1 de Março de 2010 às 00:09

Boa pergunta. Acredito que talvez daqui a um tempo seja comercializado em circuitos alternativos. è uma questão de estar atento. Uma certeza: não será patrocinado nem divulgado com o alto apoio da Edp. A esta não lhe interessa falar deste ponto de vista. O ponto de vista da Edp parece ser o de preservar o património, que bem vistas as coisas sabemos muito bem qual é. O seu património é a construção deste conjunto de barragens. É ai que devemos enquadrar a pseudo-preservação da natureza e do equilíbrio paisagistico e natural promovida pela empresa eléctrica.
carlosfreitas a 1 de Março de 2010 às 10:02

http://arquivo.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Document%E1rios

Versão completa
IMCA a 4 de Março de 2010 às 17:12

http://arquivo.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Document%E1rios
imca a 4 de Março de 2010 às 17:13

OBRIGADO.
carlosfreitas a 4 de Março de 2010 às 19:22

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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