17
Fev 10

  imagem retirada da Biblioteca Nacional Digital

 

Eles, os políticos profissionais, dizem-me que falam em nome do povo. Que governam para bem do povo. São assertivos em nome do povo. Quando este lhes vira as costas passam, entre dentes, a serem a maralha. Gritam aos telemóveis que esta merda da maralha devia ser posta na ordem. Quando o povo passa a maralha, indigente e malcomportado, é tempo de arranjar empregos bem remunerados na Europa. É chegado o tempo, embora estejam já avisados muito antes do tempo, de partir. Outros ocuparão o seu lugar. Iguais. É vê-los então a partir, tristes, zangados, dizem-me. Uns, porque políticos profissionais, obrigados a sair com indemnizações insanas combinadas através de contratos, redigidos entre si, outros, porque elevados ao grau máximo do técnico, escolhidos entre as estreitas fidelidades partidárias que se estabelecem. Refugiam-se, alguns, no novo "El-Dourado" europeu, não por mérito antes por negociação estabelecida no seio do podre equilíbrio das nações mandantes da Europa. Sabemos isto. Sabemos que este é o círculo que há muito nos foi desenhado. Somos simplesmente a maralha.

publicado por carlosfreitas às 14:48

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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