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Dez 09

Por esta época a chusma de almoços, jantares e convívios de Natal parecem nunca mais acabar. Promovidos ali pela associação do fim da rua, ou dos amigos dos amigos das mil e umas amizades que se estabelecem, pelos motivos mais comezinhos ou não. Os de família também estão incluídos. Como já tenho pouca pachorra para aturar o espírito com que barram o pão nosso de cada dia nesta época, sou muito selectivo no que diz respeito à minha presença nestas ocasiões. No entanto até nesses poucos, por vezes, faço-me acompanhar da respectiva pastilha de gurosan ou do fervilhante alka-Sheltzer. Por uma simples e comezinha questão de princípio. É que, no remanso do repasto, muito dos imbecis, que passam a maior parte do ano a dizer mal do regime cubano, puxam dos seus charutinhos importados "made in Cuba" e dão-se ares de gente importante. Habitualmente rematam a primeira baforada com a frase: Estes é que são dos bons. Originais. São cubanos. O que eles são eu sei, mas não escrevo. Não por qualquer espécie de pudor, apenas para não me imiscuir com a ética deste tipo de gente. Afinal também é Natal em Cuba.

publicado por carlosfreitas às 13:04

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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