27
Nov 09

Em tempos que há muito passaram a palavra rolha escrevia-se com acento circunflexo na letra o, aparecendo escrita rôlha. A reEncarnação da rolha reapareceu em Coimbra. Imposta agora pelo actual Presidente da edilidade, justificada, ao que parece, pela falta do referido acento gramatical. Achamos bem. Embora com o novo "Açordo" Ortográfico em vigor, estamos do lado dos que defendem a pureza da escrita pátria. Por outro lado vedar o acesso dos jornalistas às reuniões do executivo camarário revela-se uma boa oportunidade para os jornalistas e os orgãos de comunicação social local exercerem o seu ministério com mais afoiteza. A demasiada dependência ou interdependência destes dos partidos políticos e vice-versa deixa neles pouco espaço para os problemas reais. Ou seja a proibição não será assim tão nefasta. Já sabemos, de forma profusa, que a governança das localidades dá azo, na maior parte das vezes, a situações bastante caricatas e até nefastas para a vida da Rés-pública. Por isso ocultar aos olhos do vulgar cidadão a debilidade dos governantes não é um crime lesa - Pátria, nem assunto que lhes interesse. Bem pelo contrário. A pouca sanidade mental dos cidadãos fica assim protegida das atoardas quer da oposição, que se no poder agiria por seu lado da mesma forma, quer do poder dito democrático poder exercido pelos eleitos vencedores em nome dos eleitores vencidos.

António Vilhena, o poeta das musas mondeguinas, descreve a situação na crónica de opinião que assina no Diário de Coimbra,  do passado dia 26, deste modo: "No meio da floresta há muito ruído, alguma hipocrisia e muito populismo discutível.". Encantado pela pureza desta reflexão resolvo estende-la ao comprido abrangendo todos que ficaram fora do pano. ou dele querem ficar. Assim sendo, o "muro de cetim" que passou a envolver as reuniões do executivo local não é uma má medida, é uma medida como outra qualquer, ou muito semelhante a outras tomadas por outros em circunstãncias diversas. São avulsas e compreensíveis nesse contexto. Atente-se neste pequeno vídeo surripiado ao "Sexo e a Cidade" até onde chega a explicação... a educação e o "fair-play" do senhor Presidente da edilidade, na realidade o Cardeal Richelieu não faria melhor.

 

publicado por carlosfreitas às 16:59
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Carlos Freitas Almeida Nunes
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