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Nov 09

Figura sobejamente conhecida, o Lambe-botas, passou a contar com um concorrente moderno, saído das normas de segurança e higiene no trabalho: o Lambe-capacetes. No fundo a sua trajectória, o seu "modus-vivendi" é o mesmo. Aparentemente simpáticos e bem falantes, jogam no factor de quererem parecer o que na realidade não são, o capacete serve na maior parte dos casos para esconder alguma debilidade mental e falta de conhecimentos. Hierarquicamente estão ao mesmo nível do "Lambe-botas" e do bufo-real. Na realidade apenas deixou de efectuar a sua tarefa ao nível do chão. Mudou de andaime. Bem ajaezado no seu capacete luzidio, que só coloca para ocasiões especiais, ei-lo que se distingue dos demais. O capacete está hoje para o chapéu de coco de ontem. Como todos aqueles que são na realidade obrigados a usar capacete fora das ordinárias sessões de visitas oficiais sabem que este objecto apenas protege da chuva e do sol ou da eventual queda de um pequeno parafuso. Parafuso este que normalmente pertence ao visado com a  ocorrência. De resto apenas atrapalha e pouco protege.

Por outro quero alertar para que desconheço quem na foto ostenta o "famoso" capacete. Daí que a observação seja genérica, pois pretende apenas realçar  o aparecimento de uma nova figurinha no teatro do poder. Foi-se o senhor bispo, os soldados da paz e da guerra, surgindo em seu lugar o agora famoso  "Lambe-Capacetes".

 

 

A foto digitalizada pertence à jornalista Bela Coutinho, surge no Diário de Coimbra de 26 de Novembro de 2009, pág. 14.

publicado por carlosfreitas às 11:22

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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