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Out 09

 

Erraram o alvo. Deveriam ter falado em Gestão pelo Terror. Porque a existir asfixia democrática esta apenas serve para não referir a gestão pelo terror. É um assunto que não interessa aos partidos sem ideologia. Não me refiro ao caso France Telecom ou outros anteriores, outros o fazem melhor do que eu. Leiam este exemplo e reflictam, se puderem. Em Portugal o assunto é ainda simples rumor que demorará a chegar à superfície das noticias. Um dia destes o rumor transformar-se-à na realidade dos dias. E não estamos a escrever sobre desemprego. Esse problema está resolvido, pagamos todos a inactividade desses ex-trabalhadores durante um determinado tempo, consignado pela lei. Trata-se de solidariedade. Muito bem. Temos a barriga cheia de boas intenções. Não acompanhar a evolução da empresa, porque mal gerida e mal orientada, onde incompetentes gestores apenas existem para vigiar e policiar os assalariados e não para gerirem a empresa seguindo os bons preceitos da ciência (escrevi ciência como podem observar. A ciência pode ter sempre bons e maus usos, recordam-se?) já começou a dar os primeiros passos nas empresas públicas nacionais. A precariedade cada vez mais consolidada na legislação, servilmente acompanhada pela pacífica conivência de sindicatos e seus representantes, agremiações onde indivíduos se eternizam no poder, alguns à quase tantos anos quantos Oliveira Salazar esteve no poder. Tal como em França, a privatização em Portugal dos serviços públicos não implicou a alteração do estatuto de assalariado em função pública, mas obriga que essas empresas tentem reduzir custos através do aumento do trabalho (a que chamam produtividade) e desse modo se atinja a redução da massa salarial. Menos gente  a produzir mais. Lá fora espera um exército de desempregados. A grande intenção é obrigar estes trabalhadores a sair por vontade própria evitando assim o pagamento de indemnizações caso sejam despedidos sem justa causa. Aos que sobram exige-se cada vez mais pagando menos. Um dia destes o paraíso do liberalismo será que quem queira ser escravo pague para o ser. Quem não quiser ver que não veja.  Certo, certo, é que os casos aumentam em Portugal a cada dia que passa. Mexer nos chorudos ordenados de gestores e administradores está fora de causa em nome de uma boa gestão e da manutenção no patrão Estado dos bons quadros. Onde é que eu já ouvi isto?

publicado por carlosfreitas às 10:40

Como sempre muito bem escrito. Os seus temas, como este, são importantes para reflectir.
Muito obrigado pelo que escreve.
Um grande abraço.
Luis Fernandes
Luis Fernandes a 10 de Outubro de 2009 às 12:46


Obrigado Luís. Quando achar o contrário diga na mesma.
carlosfreitas a 10 de Outubro de 2009 às 17:27

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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