02
Out 09

Que fique claro: não sou surfista. Embora tenha, como muito de vós, uma profunda relação com o mar. Desde que me lembro sempre vivi perto do mar. Por isso urge uma solução atempada para um problema que condiciona a costa a sul da Figueira da Foz. Para que um dias destes não surjam as carpideiras do costume e os culpados desapareçam no nevoeiro. Urge encontrar uma solução para que os resultados não venham a ser desastrosos. Temos uma única opção como país: voltarmo-nos de novo para o mar. Em todas as componentes(comerciais,industriais,lazer,etc.). Sacrificar qualquer destas em prol do lobby mais poderoso não é de certeza a solução mais viável. Urge implicar os responsáveis na solução. Não basta inaugurar o molhe Norte na data prevista. Com pompa e circunstância. Urge pedir aos responsáveis que nos demonstrem algo impossível: que as consequências não serão nefastas. O que dúvido. Eu e muita gente. Urge dizer que este movimento merece apoio e um outro olhar das autoridades. A Figueira constitui-se como um pólo de inegável interesse turístico e de lazer onde se podem conjugar os interesses industriais e comerciais de uma cidade do ´seculo XXI, mas apenas se formos a tempo. Dir-me-ão que as infra-estruturas portuárias são condição primordial como pólo de desenvolvimento local e regional. De acordo. Com um senão. Estas devem cuidar das partes envolventes. Aquilo a que os Velhos do Restelo, como nós, denominamos como equilíbrio entre a natureza e o homem: o desenvolvimento sustentável e sustentado. Só temos este planeta. E boa parte destes pressupostos, que aqui rapidamente alinhavei, não me parecem estar a ser acautelados.

publicado por carlosfreitas às 12:47

eXTReMe Tracker
Carlos Freitas Almeida Nunes
pesquisar
 
pesquisar
 
arquivos
RSS
blogs SAPO