20
Ago 09

Em pequeno sofria do síndroma do fantasma. Até que apareceu o "Caça-Fantasmas". A partir desse momento a vida  de biliões de crianças ficou menos traumatizada. Muito mais a partir do momento em que o "Magalhães diz que em Julho foi reduzido para "o mínimo histórico de sempre o número". Ora algo que é reduzido ao seu mínimo histórico é algo que continua a existir, historicamente. Ou seja, a História, registará que neste país, devido a deficiências várias, o sistema eleitoral padecia de um complexo fantasmagórico nos cadernos eleitorais. Nele existia um recorde histórico de eleitores que oram apareciam aqui, como podiam aparecer acolá, ou desapareciam pura e simplesmente. A coisa pode dar para o torto se, uma dia, um historiador afirmar documentalmente que as eleições estavam viciadas. Para mais num país onde nem os mortos escapam a serem mal identificados. Verdadeiramente esotérico o problema, até que surgiu o Magalhães. Não esse. Esse tem  igualmente vários nomes, embora o intel sobressaia em todos eles, mas o "nosso", o Zé. O mais informatizado dos governantes (parece o "fantasma" do homem da Regisconta) afirma peremptoriamente que, historicamente, estamos no bom caminho. Eu não acredito. Porque num país onde os mortos continuam vivos o assunto é de ficar com os cabelos em pé. Para começar o meu Cartão de Cidadão diz que eu moro aqui, onde estou neste momento, a consulta dos cadernos eleitorais continua a dizer que eu voto e moro ali. E agora? Serei um eleitor-fantasma?

publicado por carlosfreitas às 09:02

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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