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Jul 09

A ida à Lua, segundo me diz o meu irmão, que é astrónomo amador, e por isso pensa que se deviam derreter todas as armas existentes e com todo esse metal construir telescópios para que cada um de nós, ao olhar o espaço, sinta e alcance a sua verdadeira pequenez de forma mais consistente. Ele concorda que a questão foi política. Só uma vez um cientista subiu a bordo de uma nave e apenas foi incluído no programa espacial americano, viajando na Apolo 17, a última das viagens até hoje. Esse cientista era precisamente um geólogo, aquele que trouxe aquela pequenina pedra que ainda podeis observar em Coimbra.

A Guerra Fria tratou de transformar a ida à Lua numa corrida entre as duas potencias vencedoras da II Grande Guerra. Tecnologicamente avançado estava o III Reich, cujas V2 permitiram, após rocambolescos raptos de cientistas alemães, conhecem-se melhor os casos americanos que os praticados pelos soviéticos, o desenvolvimento dos respectivos programas espaciais. O tal grande passo para a humanidade resumiu-se apenas em ver quem chegava primeiro ao satélite da Terra. Tirando uma maior utilização do velcro (que já havia sido inventado), da comida liofilizada, do aperfeiçoamento das máquinas de diálise, que a bordo serviam para transformar a urina dos astronautas em água, das depuradoras de água, da aplicação de alguns princípios básicos usados nas botas dos astronautas, a seram posteriormente aplicadas no desenvolvimento das sapatilhas, que na lua serviram para amortecer os famosos saltos dos astronautas, fatos contra incêndio, cientificamente o que os respectivos programas forneceram foi meramente o desenvolvimento de maiores e mais mortais armas de guerra, o desenvolvimento de novos combustíveis e foguetões, que permitem hoje a Coreia do Norte ou o Irão desafiarem o "establishment" nuclear. Hoje pergunta-se para que foi o homem à Lua afinal? Foi apenas a forma de travar uma guerra, uma guerra que embora fria acabou por parecer civilizada. Ganhou a guerra quem aterrou primeiro na Lua. Tirando isso e para além de um futuro local de turismo espacial o meu irmão acha que a lua tornar-se-á no local ideal para se estabelecer o mais que provável ponto de partida para a chegada do homem a Marte. Embora já nenhum de nós cá esteja para ver. Isso fica apenas para uma próxima guerra fria entre potências. Não se sabe quando, nem como, embora se consiga saber quais serão essas potências. Basta pegar num telescópio e olhar atentamente para o planeta Terra.

Embora eu pessoalmente adore mais ouvir os mirabolantes relatos dos portugueses que ainda hoje não acreditam que o homem pisou a Lua. E mais ainda daqueles que acreditando acham que o primeiro homem a pisar solo lunar foi Américo Tomás, que então ostentava o título de Presidente da República Portuguesa.

publicado por carlosfreitas às 01:23
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"Embora eu pessoalmente adore mais ouvir os mirabolantes relatos dos portugueses que ainda hoje não acreditam que o homem pisou a Lua"...
Vê este documentário, com tradução em português, da Fox Television: http://www.acores.com/?page=art_det&ida=1415 (http://www.acores.com/?page=art_det&ida=1415)


tb podes apagar este comentário apenas e continuar convencido que os americanos "foram à lua".
idade média a 6 de Agosto de 2009 às 05:10

Meu caro anónimo: Não tenho o costume apagar comentários, apenas os ofensivos para aqueles que possam eventualmente ler este blogue, porque a mim, em termos pessoais só me ofende a falta de cultura , de educação, de civilidade. Ora este não é o caso. Acredite, no dia em que escrevi o post,  havia estado a discutir o assunto em termos de guerra fria, onde todos os cenários são igualmente possíveis. O que entendi como pertinente foi realçar a posição dos idosos portugueses na epoca sobre a ida á lua por parte dos norte-americanos. O próprio regime em que viveram ajudou ao não conseguir compreender o que os olhos viam. Acredite que já me quiseram convencer que as camarãs de gás nazis não existiram. Por isso o link que envia aqui fica, acreditando que, provávelmente, essa é a sua posição face ao assunto. A minha está lá bem explicita. Mas creia que não descarto nada nesta discussão.Obrigado pela sua contribuição.
carlosfreitas a 6 de Agosto de 2009 às 17:43

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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