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Jul 09

Não sou dado a prognósticos. Há quem o seja e disso retire dividendos. Sou um  adepto confesso da arte do suspense. Compreendo o alcance do pretenso apelo ao voto útil, lançado como um rumor que corre por aí como cavalo na pradaria. Para ser muito franco o que dava mesmo jeito (a mim e a mais alguns) era um tremendo empate. Psd e Pp, já se sabe, antecipadamente afirmaram-no,  estão dispostos à partilha do poder e do governo. Nada de novo portanto. Quanto ao Bloco Central, entre os dois maiores partidos, nem me atrevo a partilhar o que penso. Estou farto da cíclica troca de cadeiras entre Ps e PSd nos últimos trinta anos. E o que sobra? Por favor não me venham (outra vez) para, em nome da esquerda, votar útil. Porque não o faço, nunca o fiz e não era agora. Não voto no homem e acabou-se. Um empate sim, seria a cereja. Queria ver, como gostaria de ver, a esquerda a desperdiçar uma vez mais, talvez a última grande oportunidade, de se unir e mostrar um projecto de governo, conseguindo ultrapassar clivagens, orgulhos estapafúrdios e pequenas e grandes vaidades pessoais em nome de um país que ainda é  de esquerda. Um dia deixará de o ser... as novas gerações estão aí, estão a rebentar. E não me venham com as jotas cheias de sangue novo porque não é do seu interior que surgem líderes carismáticos e com visão de futuro. Nunca foi. Por isso.

publicado por carlosfreitas às 21:38

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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