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Jul 09

 

A questão pandemia é algo que nos vai começar a perturbar a partir dos primeiros casos de morte em Portugal. Em Espanha, suaviza-se o alarme social aquando do primeiro caso mortal se afirma que a mãe de 23 anos havia falecido devido a ser asmática. O que é mentira, a família, só depois de alguns dias (a jovem mãe entretanto falecida era marroquina) é que consegue difundir a informação de que tal não era verdade. O que fica registado no subconsciente da opinião pública é que a morte foi provocada por questões laterais aos problemas da infecção por H1N1. O segundo caso espanhol refere a morte de um homem com "patologia crónica". O que será uma "patologia crónica"  para a maioria da população portuguesa?  Por outro lado sugere-se (como aqui) à população o seguinte:  "Nos próprios locais, sugere-se também o afastamento de outras pessoas que possam estar infectadas" e eu faço duas perguntas de algibeira face ao texto: sairá legislação no sentido de ser obrigatório transportar um letreiro com a palavra INFECTADO H1N1? Por outro lado as questões ontem levantadas quanto a uma próxima e mais que provável (as hipóteses estão já colocadas de lado) entrada em "regime de quarentena" de serviços, escolas, fábricas, transportes públicos, etc., (observe-se atentamente o caso argentino) a questão prende-se agora com outras questões - igualmente muito importantes quando se vive em sociedade - quanto à garantia de salário - quando pais e mães serão obrigados a tratar dos filhos, ou do próprio cônjuge ou outros familiares, ou mesmo quando os próprios estiverem infectados. Se um de nós tiver uma gripe (normal) a baixa médica para tratamento e recuperação é descontada no salário. No caso específico que leis existem para defender os portugueses nesta questão?

publicado por carlosfreitas às 09:29

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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