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Jun 09

 

 

Não sou da geração que combateu ou tenha vivido nos antigos territórios do Império. Mas o que por cá vou lendo sobre as eleições guineenses e o que leio vindo de fora deixa-me extraordinariamente interessado na questão diplomática entre o país em que vivo e as antigas partes do território nacional, como aprendi na escola. Sobre o recente caos na Guiné a imprensa portuguesa aos costumes diz nada. Aquela espécie de democracia que existe porque se fazem eleições deixa muito a desejar. Pactuar com a situação é deixar ao abandono aquelas populações. A realidade guineense merece por isso um outro tipo de acompanhamento e um outro tipo de esclarecimento. Sei que os franceses tem imensos interesses na região, mas escrevem assim sobre as actuais eleições guineenses. E não andam muito longe do que penso. O mais estranho é que o assunto por cá parece esquecido, embora na realidade o que se passa na Guiné seja uma autentica vergonha para uma comunidade que usa as siglas de C.P.L.P. Sei que a Guiné é país pobre, mas mais pobre fica se a questões internas assim continuarem. Sabemos nós e sabem os guineenses. Tantos anos após a independência não se trata de ingerência condenar o que está a acontecer perante os nossos olhos. A diplomacia sempre foi política de segredo, seguindo canais muito próprios e descodificada apenas por iluminados. Deve ser.

publicado por carlosfreitas às 22:55
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Carlos Freitas Almeida Nunes
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