07
Jun 09

As meninas tinham umas caixas de cartão e uns papéis em tudo idênticos ao boletim de voto. À saída perguntaram-nos, a mim e à Ana, se queríamos votar novamente. Perguntámos para quê? Responderam as meninas que era para as sondagens. Voltamos a perguntar, deduzindo que as empresas de sondagens são um negócio montado, pelos vistos legalmente, à saída dos locais de voto, situação que não devia ser permitida, pois o que dava jeito era uns vendedores de bifanas, algodão doce, pipocas e balões, cachecóis e hoje uns chapéus de chuva, se a tal empresa de sondagem comprava o nosso voto. Estávamos dispostos a vende-lo, já que isto de sondagens é negócio. Neste caso vendíamos o segundo voto. Responderam as meninas que não. Então eu e Ana, decidimos, porque achamos que é um perfeito disparate estar a contribuir gratuitamente para uma empresa de sondagens e para o seu negócio que nos abstínhamo-nos de votar nas sondagens à boca das urnas. Para a próxima, se as meninas lá estiverem, iremos votar (mesmo que não nos paguem) nas urnas das sondagens. Só que desta vez vamos engana-los, votando ao contrário do voto que depositamos nas urnas oficiais. Ficam desde já avisados os donos das empresas de sondagens, que as meninas essas não tem culpa nenhuma, estão ali a ganhar uma miséria para fazer aquele trabalho, enquanto a empresa de sondagens recebe milhares pelos resultados das sondagens à boca das urnas, mesmo que as suas margens de erro prevejam já estas situações. Tenham dó, estamos fartos de chico-espertos.

publicado por carlosfreitas às 16:45

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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