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Mai 09

Há uns dias chamou-me a atenção a capa com os pontinhos depois da letra F na obra recentemente editada de Colin McGinn, intitulada "Não me fodam o Juízo", editada pela Bizâncio.

A meditação  voltou-se para um livro de edição mais recuada de Miguel ESteves Cardoso, "O Amor é Fodido" este sem pontinhos depois do F. 

Temporalmente a mais recente data de 2009, a de Miguel Esteves Cardoso, foi publicada pela primeira vez em 1994. Vai na 14ª edição, para que conste.

Se isto quer dizer alguma coisa sigamos a sinopse da obra do filósofo Colin McGinn, reza assim:  "Uma coisa é estar rodeado de tretas. Outra completamente diferente é que nos fodam o juízo. A primeira é irritante, mas a segunda é violenta e invasiva (excepto quando consentida). Se alguém lhe manipular os pensamentos e as emoções, lixando-lhe a cabeça, é natural que fique ressentido: o indivíduo em questão distorceu as suas percepções, perturbou os seus sentimentos, talvez até lhe tenha usurpado o Eu. A psicofoda é um aspecto predominante da cultura contemporânea e o agente que a pratica tanto pode ser um indivíduo como todo um Estado, dos jogos de manipulação pessoais até à propaganda em grande escala. Em Não me F**** o Juízo, Colin McGinn investiga e clarifica este fenómeno. Da antiga Grécia a Shakespeare e às técnicas modernas de controlo de pensamento, McGinn reúne os componentes deste complexo conceito — confiança, logro, emoção, manipulação, crença falsa, vulnerabilidade — e explora a sua natureza."

Ou seja alguém anda a pôr os bons costumes na ordem do dia. Claramente para não ofender os bons costumes. Recorda-me remotamente um outro regime. Depois digam que não. Convenhamos que aparenta o que quer aparentar.

publicado por carlosfreitas às 12:52
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Carlos Freitas Almeida Nunes
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