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Abr 09

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A crise basculou (como aqui se afirma) a esquerda islandesa ao poder. Em Portugal, os agora chamados partidos estruturantes, charneira desse "centrão" sem eira nem beira em que temos embarcado como nautas em busca do nada, já entenderam a necessidade de entendimento, justificando que o país se podia tornar ingovernável. O próprio presidente, de direita e conservador (não sou eu que o afirmo, embora não ande muito longe de tal) com a sua habitual sageza, embora seca e distante, lá vai avisando para um tal tornado. Sabiamente antecipa. Os partidos que nos governaram nos últimos 35 anos, únicos responsáveis do estado da coisa pública também já o entenderam. O voto, seja ainda esta nossa democracia simplesmente de voto, poderá inverter esta habitualidade rotineira, esta alternância conveniente para alguns. Responsabilizando os partidos estruturantes do poder pelo estado da questão interna, que não se resume apenas e só aos efeitos da crise externa. Embora a enormidade do desafio, tanto para eleitores, incapazes ainda de tentar a mudança e inovar, como para os partidos de esquerda, incapazes ainda de promover pontes de convergência. A ver vamos como diz o outro.

publicado por carlosfreitas às 01:13

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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