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Abr 09

 

 

Não consigo entender muito bem como funciona o jornalismo de investigação no New York Times. Explicando-me melhor não percebo como é que se consegue descobrir um escândalo sexual que envolve um governador em Nova Iorque, nem como se desmascaram velhos e sábios generais que se prestaram a defender as políticas do petrodólar no Iraque, nem como uma jornalista americana consegue entrever o número demasiado alto de mortes entre os operários da construção civil em Las Vegas. Deve ter sido através de premonição. De certeza. Telepatia. Só pode. Entretanto por cá ninguém pode investigar de pé descalço para cima ou então uns quantos Vale e Azevedos, ou coisa parecida, para mostrar na arena ao povoléu vociferante. De resto é imiscuir-se na vida privada de um político. Afinal o que é a vida privada de um político? Que limites deve ter um político à sua privacidade? Onde pode parar a Democracia se não for possível investigar? Na América não deve ser fácil, por cá parece ser proíbido.

publicado por carlosfreitas às 19:28

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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