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Mar 09

 

Figueira da Foz. A praia do Relógio, em meados da década de Cinquenta do século passado.

 

 

Figueira da Foz. Molhe Norte concluído em 1965.

 

Momento fulcral da História da cidade na segunda metade do século passado. O antes e o depois. Entre  o progresso e a decapitação da beleza natural. Porto fluvial manietado por marés, uma barra em constante assoreamento. Uma aposta. A construção dos molhes de protecção da barra. Melhoria da segurança no acesso às zonas portuárias. Aumento, embora gradual, na movimentação de mercadorias. Em contrapartida a outrora praia vê-se transformada, ao longo dos anos Setenta, num depósito gigante de areia. Turismo ou desenvolvimento comercial, duas constantes que a cidade nunca resolveu, antes sobrepôs. Decidiu que assim fosse. Venceu o elo mais forte, morre o que havia feito sobreviver a cidade após o declínio comercial de finais do século XIX. De Rainha das praias transformaram-na em Praia da Claridade. De Praia da Claridade, num amontoado inestético de areia. Simplesmente. A aposta de um sector económico da cidade na sua transformação em porto intermédio pode indiciar a sobrevivência, ou provocar o desaparecimento, de um turismo que, valha a verdade, apenas vendia sol, mar e beleza natural. Desperdiçada a beleza natural, o que sobra existe a esmo por esse litoral fora.

publicado por carlosfreitas às 19:08

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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