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Fev 09

 

Foto:se quiserem comprar, façam favor

Nunca fui de andar com o vernáculo na ponta da língua. Responder com um palavrão por dá cá aquela palha não é fórmula que use muito. Não tenho por prática dizer palavrões e prontos. Utilizo o vernáculo de outra forma. No entanto, nos últimos tempos, quem me ouve todos os dias, aconselhou-me a moderar a minha utilização desenfrada dos vernáculos. Dei por mim a ser escoltado por palavrões, a torto e a direito. O palavrão encobre a falta de vocábulos, se quiserem. Em sociedade ouvi frases de cinco palavras onde contei quatro palavrões. É apenas um exemplo. Nada contra. Por vezes o palavrão é muito tripeiro, sai e já está. Ninguém leva a mal. Mas nos últimos tempos e por caso dos últimos tempos cá da paróquia este palavrão sou-me bem aos ouvidos: Putaqueospariu. Ensinaram-me entretanto a talhar o vernáculo e referir igualmente o corno que lhe havia talhado as orelhas. Explicaram-me que a frase podia ser conotada com marialvismo. Achei bem. Deste modo passei a dobrar a língua e a referir ambos os componentes.

publicado por carlosfreitas às 16:27

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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