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Fev 09

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Não sou pessimista militante, nem optimista desenfreado. Mas enquanto durante a noite o vento vergastava as arvores da minha rua, eu lia, o que se segue abaixo entre aspas, e não podia deixar de pensar que era de um vendaval e não de remédios já demasiado convencionais e estafados que necessitamos para estes 92 0000 km2, que obrigasse a renovar instituições e políticos do viver habitual.

"O Estado tem de assegurar o desempenho que lhe incumbe e que não depende das lutas partidárias: a justiça, o crédito, a produção, a circulação de bens, a salvaguarda de recursos não podem estar à mercê dos alinhos e desalinhos de conveniência. Tem de estar fora disso para que sejam possíveis sem dano. A administração  tem de ser entregue a um corpo com experiência, saber e idoneidade profissional." (1)

Sem estas premissas não existe ninguém que consiga manter  o país à tona e a navegar. A alternância democrática e os partidos do aro do poder não deram frutos após 25A. Esta é uma verdade de La Palisse. É esta verdade que a minha geração terá de derrubar, quer se queira, quer não se queira. Sem isso, nada feito. Voltaremos ao PSD e ao vendem-se os anéis, ficamos com os dedos. Mas convenhamos que é já muito pequena a vontade de querer mexer um único dedo que seja.

(1) Adriano Moreira, A Espuma do Tempo, Editora Almedina, 2008.

publicado por carlosfreitas às 11:26

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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