19
Nov 08

Bem tinha avisado, no post anterior, que as coisas iam aquecer este inverno friorento. Tendo prometido a mim mesmo que ia deixar de falar sobre acontecimentos políticos, mas deixar passar em claro esta situação no meu bloco de apontamentos seria impossível.Posso, neste momento, vir a ser conotado como anarquista, dado NÃO pensar que a líder do P.S.D., tenha cometido alguma injúria contra a 3ª República. E CONCORDAR com a leitura fina da análise, que propõe. Contém grande parte do que é preciso realçar no momento actual. E um "sound bite" sempre é um "sound bite". Mal usado? O politicamente correcto dá cabo dos neurónios a esta gente. Mesmo que uma possível causa profunda seja desviar atenções do BPN. Observemos, o mais bem instalados possível, as enervadas reacções dos aparentes baluartes da democracia nacional. Existe. um mas para esta posição pessoal. A líder do P.S.D., disse o que muitos só agora começaram a vislumbrar na estratégia seguida pelos "gurus" da condução política implementada pelos actuais dirigentes do PS, que embora pareça querer ordenar, apenas hostiliza e desacredita perante a opinião pública.Pergunta-se, por isso, que neo-liberalismo -esquerdóide- é este que apenas pretende reduzir, fazendo desaparecer direitos conquistados(foram conquistados, por muito que vos digam que não), conduzindo as opções ao nivelamento por baixo, no que às classes profissionais diz respeito. Como se a responsabilidade do atraso tecnológico, da falta de produtividade, do imenssoooo analfabetismo que grassa por aí, do despautério nos gastos, fosse da inteira responsabilidade dos trabalhadores portugueses. Então porque não colocaram os profissionais do privado com os mesmo direitos que os trabalhadores do Estado detiveram? Porque não fazer com que aqueles subissem ao seu nível. Porque rebaixar? O mais baixo possível. Porque, como explicaram, muito bem, a grande maioria dos profissionais do Estado gastavam dinheiro necessário para que os trabalhadores por conta de outrem e privados, tivessem direito a uma redistribuição social mais justa. No fim de tudo puxaram, puxaram os trabalhadores do Estado para baixo e os outros ficaram aparentemente contentes com as medidas implementadas. Somos agora todos iguais, pensavam. Por baixo. Finalmente. E ainda dizem que os portugueses não gostam de comunismo!. Disse-o alto e bom som, em tom irónico e com cara de poucos amigos, como já vi referido, Manuela Ferreira Leite. E pergunta-se. O que poderá advir a este país se a falta de diálogo, a tentativa de impor a vontade arbitrária, com tiques de mandarinetes, prosseguir? Se, por mero acaso, imagine-se, a contestação social continuar e endurecer, expliquem-me que tipo de democracia pode, nos próximos tempos, daí advir. O estado-de-sitío é o quê? A suspensão apenas reafirma a inquietação sobre a hipotética e crescente contestação social. E acreditem que a minha geração, que já não se recorda de Salazar, um papão actual para os meninos mal comportados, percebeu à muito as recentes palavras de MFL. E concorda, com o que foi afirmado. Embora o partido a que pertence seja dos que se sentam à mesa do Orçamento, (igualmente responsável pelo que tem acontecido neste país no pós-25A) e que produtivamente tem vindo a ser(muito) mal gerido. Ora, esta actividade não tem produzido resultados produtivos, o fenómeno deve-se a quê? Infelizmente pelas mesmas razões que foram apontadas aos funcionários públicos. Uns e outros completam-se. E agora não queriam mais nada que criar outra vez um outro oásis. A crise internacional está aí e irá fazer mossa internamente. Eu já a estou a sentir, à muitos meses, e vocês. Não? Hum, interessante. Dedicam-se à "Bolha". Bem me pareceu.

publicado por carlosfreitas às 11:30

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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