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Nov 08

 

 

Deparo-me com o último filme da saga 007 como o grande acontecimento cinematográfico do momento. Um pouco por todo lado. Fico com a sensação que acabou de chegar à comunicação social uma geração de mentecaptos. No preciso momento em que se assiste ao surgir de novos filmes e realizadores nacionais, interessantes. Este sentimento com que observo o mercado interno cinematográfico é semelhante à ladainha dos velhos do Restelo. Não sei, não. Deparo-me com a velha mistela do 007 por tudo o que é jornal, revista, eu sei lá que mais. No entanto no seio da mixórdia, por vezes, existem rasgos de pura anarquia. A mim parecem-me de bom gosto.

A Câmara Municipal do burgo onde habito - Condeixa-a-Nova - acaba de me avisar que neste fim-de-semana a biblioteca local inicia um ciclo de Cinema dedicado ao realizador sueco Ingmar Bergman. Não conheço nem sei quem é o programador da edilidade local, reconheço no entanto o seu bom gosto, mas, e peço desculpa se ofender alguém, parece-me mais uma distribuição de pérolas a porcos. Conhecendo o burgo, mal e porcamente, fico no entanto com essa sensação profunda. Como gostaria de estar enganado. Enfim. Vale a pena passar por lá. Um filme de sentimentos, de intensa profundidade de campo, longos planos, longos silêncios, cinema de metáforas. No fundo a vida colocada em grande plano.

Como pano de fundo, e em jeito de homenagem à Biblioteca de Condeixa e ao cinema, recupero este blogue, entretanto desaparecido onde, rebuscando no seu arquivo de 2004, encontrei um baú de coisas sobre cinema. Ambos eternos, o cinema e os bons blogues.

publicado por carlosfreitas às 13:36

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Carlos Freitas Almeida Nunes
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